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Violência/Egito

Polícia do Egito evita atentado no templo de Karnak

Policiais patrulham a cidade turística de Luxor, no sul do Egito, depois da explosão de uma bomba na manhã desta quarta-feira (10)..
Policiais patrulham a cidade turística de Luxor, no sul do Egito, depois da explosão de uma bomba na manhã desta quarta-feira (10).. REUTERS/Stringer

A polícia do Egito anunciou nesta quarta-feira (10) que evitou um atentado em uma área próxima ao famoso templo de Karnak, na cidade turística de Luxor. O suspeito de terrorismo conseguiu detonar uma bomba e morreu na explosão. Em um tiroteio com a polícia, outro homem que participava do ataque foi morto e um terceiro ficou gravemente ferido.

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Segundo a polícia egípcia, nesta manhã, os três homens chegaram de carro no estacionamento do templo de Karnak e bloquearam a passagem. Um policial suspeitou do comportamento do trio e tentou revistá-los. Um dos agressores conseguiu sair do veículo e explodir a bomba que carregava.

Em seguida, houve o tiroteio: os policiais abriram fogo contra os dois outros homens, matando um e ferido outro. Na explosão, um funcionário do serviço da limpeza e dois policiais ficaram feridos. O taque aconteceu a 500 metros do célebre templo do antigo Egito.

Os turistas que estavam no local foram retidos pela polícia. Segundo o ministério egípcio das Antiguidades, nenhum deles ficou ferido.

Estratégia extremista

A ação ainda não foi reivindicada, mas especialistas acreditam que ele demonstra a mudança de estratégia de extremistas, que visam o ataque de estrangeiros. Depois de quatro anos de instabilidade política, o novo governo egípcio recomeçou a atrair turistas e investidores internacionais.

Vários atentados foram registrados no Egito desde que o exército destituiu e prendeu o presidente islamita Mohamed Mursi em 2013. A queda de Mursi deu início a uma campanha de repressão no país, sob as ordens do novo presidente Abdel Fattah al-Sisi. Mas até o momento os alvos dos ataques eram exclusivamente as forças de segurança, com exceção de um atentado suicida que matou três turistas sul-coreanos e o motorista de um ônibus em fevereiro de 2014, no posto de fronteira de Taba, no Sinai.

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