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Negociações de Paz/Israel

Netanyahu recusa "imposição internacional" sobre negociações de paz com palestinos

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em seu escritório neste domingo (21).
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em seu escritório neste domingo (21). REUTERS/Dan Balilty

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo (21) que o país rejeitará qualquer "imposição internacional" sobre as negociações de paz com os palestinos. A declaração foi feita antes do encontro do premiê com o chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, em Jerusalém.

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Fabius, começou ontem (20) uma viagem pelo Oriente Médio, onde pretende relançar as discussões sobre o processo de paz na região. O ministro diz não ter esperanças que sua visita traga resultados imediatos, mas acredita que sua passagem pode dar um novo fôlego às negociações, interrompidas há um ano.

"A única maneira de alcançar um acordo é por meio de negociações bilaterais e recusaremos qualquer tentativa de nos submeter a imposições internacionais", disse Netanyahu durante o conselho de ministros semanal.

Para o premiê, a segurança de Israel não foi considerada nas propostas internacionais que recebeu até agora. "Não há nenhuma referência verdadeira às necessidades de Israel em termos de segurança, nem aos nossos interesses nacionais", reiterou Netanyahu.

Fabius responde

Na Cisjordânia, em coletiva de imprensa ao lado do ministro das Relações Exteriores palestino, Ryad al-Malki, Fabius rebateu as declarações do premiê israelense. "Não é questão de impor algo. Ninguém a aceitaria 'qualquer solução'", disse.

Antecipando o clima do encontro com Netanyahu, irônico, Fabius disse que não tem ilusões de como será recebido em Jerusalém. Independente do acolhimento "amável" que espera da parte dos israelenses, para o chefe da diplomacia francesa, é preciso que a proposta seja interessante para as duas partes, que se leve em conta um objetivo claro e que se realize um trabalho para facilitar a aplicação das decisões.

O ministro voltou a afirmar que a França se preocupa com uma nova escalada de violência entre israelenses e palestinos. Fabius finalizou a coletiva ressaltando que a prioridade de sua missão é garantir a segurança de Israel e ao mesmo tempo permitir que os palestinos tenham direito a um Estado.

Ataque "terrorista"

Nos últimos dias, a tensão voltou a aumentar na região depois da morte de alpinista israelense na Cisjordânia.

Neste domingo, um policial israelense ficou gravemente ferido ao ser esfaqueado por um palestino perto da Cidade Antiga de Jerusalém. O agressor, depois de ser atingido por um tiro do agente, está internado em estado grave.

A polícia israelense descreveu o incidente como um "suposto ataque terrorista" e afirmou que o agressor é um palestino de 18 anos da Cisjordânia ocupada.

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