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Nigéria/Jihadistas

Explosões atribuídas ao Boko Haram matam mais de 40 na Nigéria

Abubakar Shekau, líder do grupo Boko Haram, em captura de vídeo
Abubakar Shekau, líder do grupo Boko Haram, em captura de vídeo YouTube

Pelo menos 44 pessoas morreram e 47 ficaram feridas em duas explosões em um complexo comercial e uma mesquita na cidade de Jos, centro da Nigéria. A tragédia acontece depois de uma semana marcada por atentados atribuídos ao grupo jihadista Boko Haram.

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As explosões aconteceram no domingo à noite. O primeiro ataque aconteceu por volta das 21h20, no horário local, nas cercanias da mesquita, que estava lotada para uma sessão de leitura do Alcorão. De acordo com testemunhas, vários homens participaram da ação. Um deles, armado com um lança-granadas, disparou contra a fachada do templo, causando a explosão. Pela manhã, era possível ver várias marcas de balas e sangue nas paredes da mesquita. O chão estava repleto de sapatos, livros e outros objetos pessoais.

O segundo atentado visou o restaurante Shagalinku, que fica dentro de um shopping center muito frequentado por turistas do nordeste do país. De acordo com moradores da região, próxima à Universidade de Jos, a explosão pode ser sentida por todo o bairro. Apesar de, até agora, os ataques não terem sido reivindicados, a polícia suspeita do Boko Haram.

Jos é a capital do estado de Plateau, que sofre uma profunda divisão religiosa e é cenário de muitos ataques do Boko Haram. Desde quarta-feira passada, vários ataques violentos provocaram muitas mortes na região nordeste da Nigéria.

Também no domingo, uma igreja na cidade de Potiskum (também no nordeste) sofreu um ataque que deixou cinco mortos, incluindo o pastor, uma mulher e seus dois filhos. Na semana passada, jihadistas promoveram uma verdadeira carnificina em vilarejos nas redondezas do lago Chade, matando mais de 150 fiéis que rezavam em mesquitas.

Guerra ao Boko Haram

Apenas neste mês, 267 pessoas morreram em tiroteios, explosões e atentados suicidas atribuídos aos jihadistas. Desde 29 de maio, quando o ex-general do exército e inimigo jurado dos islamitas Muhammadu Buhari assumiu a presidência do país, 524 pessoas morreram em consequência do conflito.

No domingo, Buhari afirmou que o Boko Haram, aliado do grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque, declarou guerra contra "todos os valores" da sociedade nigeriana. Ele prometeu não poupar esforços para "erradicar o Boko Haram, o terrorismo e o extremismo insensato no mais curto prazo possível".

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