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África/Estados Unidos

Obama pede pressão contra rebeldes na Somália e no Sudão do Sul

Obama ao lado do primeiro-ministro etíope Hailemariam Desalegn.
Obama ao lado do primeiro-ministro etíope Hailemariam Desalegn. REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente Barack Obama apelou nesta segunda-feira (27) aos países do leste africano para que combatam os islamitas shebab na Somália e prometeu que manterá a pressão sobre esses insurgentes. Obama visitou a Etiópia, um parceiro importante de Washington em termos de segurança no Chifre da África. O presidente americano também denunciou a deterioração da situação no Sudão do Sul, país mais jovem do mundo devastado por 19 meses de guerra civil.

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Na capital etíope Adis Abeba, onde realiza uma visita inédita para um chefe de Estado americano, Obama elogiou o trabalho das tropas regionais da força da União Africana (UA) na Somália (Amisom) para combater os shebab ao lado do exército somali.

A Amisom conta com 20.000 homens da Etiópia, Quênia, Uganda, Djbuti e Burundi. "Uma das razões que explicam o recuo dos shebab na África Oriental são as equipes regionais com forças locais", declarou o presidente americano em coletiva conjunta com o primeiro-ministro etíope, Hailemariam Desalegn. Os Estados Unidos realizam ataques regulares com drones contra os islamitas na Somália.

"Não precisamos enviar nossos marines para combater: os etíopes são combatentes suficientemente experientes e os quenianos e ugandeses levam seu trabalho a sério na Somália”, disse Obama, embora reconhecendo que "ainda há trabalho a fazer" contra os insurgentes.

No domingo, quando o presidente americano deixava o Quênia, a primeira etapa desta viagem africana, para a Etiópia, os islamitas shebab realizaram um novo ataque com carro-bomba contra um hotel de Mogadíscio. A explosão destruiu a fachada do edifício, que abriga as embaixadas da China,Catar e Emirados Árabes Unidos, e matou pelo menos 13 pessoas.

Sudão do Sul

No Sudão do Sul, os Estados Unidos haviam desempenhado um papel de liderança na obtenção da independência em 2011. "Infelizmente, a situação continua se deteriorando. A situação humanitária piorou", afirmou, pedindo um acordo de paz entre os beligerantes nas próximas semanas.

"Não temos muito tempo. As condições no terreno pioraram muito. O objetivo é assegurarmos que os Estados Unidos e o IGAD (bloco regional que lidera o processo de paz) estejam alinhados em uma estratégia dirigida a conversações de paz", afirmou ainda.

 (Com informações da AFP)

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