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Israel/Palestina

Em telefonema a Abbas, Netanyahu condena atentado que matou bebê palestino

Policial de Israel inspeciona a casa incendiada.
Policial de Israel inspeciona a casa incendiada. REUTERS/Abed Omar Qusini

Em um telefonema ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, nesta sexta-feira (31), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, condenou o atentado que matou um bebê palestino pela manhã na Cisjordânia. A casa em que ele vivia com os pais foi incendiada. De acordo com os serviços de segurança palestinos, os autores do ataque foram quatro colonos judeus.

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Um slogan da extrema-direita, "preço a pagar", foi escrito em hebraico na parede. Outras casas também foram queimadas neste ataque que a polícia afirma ter "motivações nacionalistas".

Nesta manhã, o primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condenou o que chamou de "ato terrorista". O mesmo termo foi usado pelo seu ministro da Defesa, Moshé Yaalon. As forças de segurança israelenses foram enviadas ao vilarejo de Kafr Duma, onde anconteceu o atentado, para investigar as circunstâncias do crime e localizar seus autores.

“Combater o terrorismo”

O incêndio começou na madrugada de quinta para sexta-feira, quando a família de Ali Saad Dawabsha dormia no vilarejo vizinho de Nablus, na Cisjordânia ocupada. O bebê morreu no local e os pais, feridos, foram transportados para um hospital israelense.

No telefonema, Netanyahu disse que “todos em Israel estão chocados com o terrorismo contra a família de Dawabsha”. “Precisamos combater o terrorismo juntos, independentemente do lado que ele venha”, disse o premiê, que ainda afirmou ter colocado toda a força de segurança israelense na busca pelos assassinos. Depois da conversa, o primeiro-ministro visitou o hospital israelense onde a mãe e o irmão da vítima estão internados, com queimaduras graves.

Os telefonemas entre o líder de Israel e o da Palestina são raros. Eles haviam conversado pela última vez no dia 17 de julho, quando Netanyahu ligou para felicitar Abbas pelo fim do Ramadã. Antes disso, eles não se falavam desde junho de 2014.

 

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