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Iêmen/Conflito

Coalizão árabe lança vasta ofensiva contra rebeldes no Iêmen

Avião da coalizão árabe aterrissa e levanta nuvem de poeira em aeroporto de Aden
Avião da coalizão árabe aterrissa e levanta nuvem de poeira em aeroporto de Aden REUTERS/Stringer

Depois de reconquistar a cidade de Aden no sul do Iêmen, as forças pró-governamentais apoiadas por aviões da coalizão árabe lançaram uma vasta ofensiva nesta segunda-feira (3) para retomar a principal base aérea do país. Situada a 60 km ao norte de Aden, a base de al-Anad tem importância estratégica, porque permite assegurar a cidade vizinha e aumentar o território recuperado das mãos dos rebeldes houthis.

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"A batalha por al-Anad começou", informou uma fonte militar à AFP. Um oficial contou que a entrada oeste da base já havia sido reconquistada, assim como uma parte do pátio interno, em combates violentos. Paralelamente a este ataque, forças pró-governamentais conseguiram retomar Huta, a principal cidade da província de Lahj, além de al-Ribat, a norte de Aden.

Antes dessa nova ofensiva, a coalizão capitaneada pela Arábia Saudita havia enviado importantes reforços. De acordo com o jornal iemenita al-Hayat, financiado por capital sauditas, um total de 1,5 mil soldados, a maioria dos Emirados Árabes, desembarcou na cidade de Aden.

Mas essas são apenas parte das localidades sob domínio da rebelião. Em uma intensa ofensiva, apoiada por unidades do exército fiéis ao ex-presidente Ali Abdallah Saleh e pelo Irã, os rebeldes conseguiram tomar vastos territórios, inclusive a capital Sanaa, e forçaram o presidente Abd Rabbo Mansur Hadi a se exilar na Arábia Saudita.

Saída política

Diante do aumento do contra-ataque estrangeiro, o líder dos rebeldes xiitas, Abdel Malek al-Houthi, se declarou favorável a uma saída política para o conflito, que causou 4 mil mortes em quatro meses no país. A declaração foi transmitida na madrugada de domingo para segunda-feira pela rede de televisão do grupo, al-Massira.

Al-Houthi considerou que a perda de Aden é apenas conjuntural, e será revertida "apesar do dinheiro da Arábia Saudita". Em seu pronunciamento, o líder xiita também declarou que todos os esforços de partes árabes neutras ou da comunidade internacional são bem vindos.

Iêmen na pauta de Kerry

Essa frase tem um alvo preciso já que, nesta segunda-feira, o secretário de Estado norte-americano John Kerry se reúne em Doha com os ministros das Relações Exteriores dos membros do Conselho de Cooperação do Golfo (Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Omã, Kuwait e Catar).

A conjuntura regional estará na pauta, assim como o acordo sobre o programa nuclear iraniano. Depois deste encontro, Kerry participará de um encontro tripartite inédito com seus colegas russo e saudita, Serguei Lavrov e Adel Al Jubeir, para abordar essencialmente o conflito sírio.

Fontes no Departamento de Estado norte-americano afirmam que o secretário responderá dúvidas que os outros países possam ter sobre o texto assinado em Viena. Logo depois do acordo, as petromonarquias do Golfo expressaram preocupação com as ambições regionais de Teerã. Ontem, em entrevista coletiva no Cairo, John Kerry afirmou que, se o tratado de Viena for implementado integralmente, a região estará mais segura do que nunca.

Para o presidente iraniano, Hassan Rohani, esse acordo mudou o clima na região e pode inclusive melhorar as condições para que se chegue a soluções, não só para crise iemenita, mas também para a Síria, imersa no caos desde 2011. Rohani acredita que os dois conflitos só podem ser resolvidos pela via política.

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