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Israel/extremismo

Depois de morte de pai e bebê palestinos, Israel endurece ações contra extremistas judeus

Funeral de Saad Dawabsheh, na Cisjordânia.
Funeral de Saad Dawabsheh, na Cisjordânia. REUTERS/Abed Omar Qusini

Israel adotou neste domingo (9) medida excepcional de detenção administrativa contra dois jovens extremistas judeus presos no início desta semana. Eles estão envolvidos no incêndio criminoso de uma casa na Cisjordânia ocupada, que provocou a morte de um bebê e do pai da criança. Acusado de deixar impunes ataques terroristas contra palestinos, o governo tenta assim rebater críticas de parte da oposição e da comunidade internacional.    

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São agora três o número de extremistas judeus submetidos a esse regime, que permite a detenção de um suspeito sem acusação por um período renovável de seis meses. Entre os detidos está Meir Ettinger, personalidade do extremismo judeu.

A polícia também mobilizou uma unidade especial que opera nos territórios ocupados e que foi encarregada da luta contra crimes racistas. Pela primeira vez desde o incêndio, em 31 de julho, da casa da família Dawabcheh, na aldeia de Douma, cercada por assentamentos no norte da Cisjordânia, a unidade realizou incursões em várias dessas colônias.

Os agentes "prenderam vários suspeitos como parte da investigação sobre os acontecimentos de Douma", indicou a polícia, sem fornecer um número exato de detenções.

Terrorismo

Nas prisões anteriores, as autoridades não disseram se os suspeitos estavam diretamente envolvidos no incêndio de Douma, limitando-se a dizer que estavam envolvidos em "ataques terroristas", um adjetivo raramente usado por Israel nos casos de ataques contra palestinos.

As prisões ocorrem um dia após a morte de Saad Dawabcheh, o pai do bebê Ali, de 18 meses, cuja morte no incêndio de sua casa, coberta com pichações proclamando em hebraico "Vingança" e "preço a pagar", causou grande comoção entre os palestinos, israelenses e no exterior.

Riham, 26 anos, mãe bebê, e seu outro filho Ahmed, de 4, permanecem hospitalizados. A jovem segue em estado crítico, enquanto a criança iniciou um longo processo de recuperação.

Justiça internacional

A Autoridade Palestina decidiu levar o caso de Douma ao Tribunal Penal Internacional (TPI). Ela também anunciou a criação de "comitês populares" para proteger localidades palestinas, uma vez que, como informou à AFP um residente de Douma, "as pessoas já dormem mais, apavoradas com o pensamento de que um colono possa vir e atacar a qualquer momento".

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