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Nagasaki/70 anos

Nagasaki faz um minuto de silêncio nos 70 anos da bomba atômica que matou 70 mil

Cerimônia em memória das vítimas de Nagasaki.
Cerimônia em memória das vítimas de Nagasaki. REUTERS/Toru Hanai

Um minuto de silêncio foi observado neste domingo (9), às 11h02, horário local em Nagasaki, oeste do Japão. Há 70 anos, um caça americano US B-29 lançava o “Fat Man” sobre a cidade. A bomba atômica matou mais de 70 mil pessoas e destruiu 80% da cidade. Representantes de 75 países marcaram presença, inclusive sobreviventes da bomba que moram no Brasil.

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“Eu lanço um apelo aos jovens: escutem os mais velhos e reflitam sobre o que vocês mesmos podem fazer pela paz”, declarou Tomihisa Taue, prefeito de Nagasaki diante de cerca de 6.700 pessoas. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, reiterou a posição nipônica em favor da abolição das armas nucelares e da não-proliferação de armas.

A embaixadora Caroline Kennedy, filha do ex-presidente John Kennedy, representou os Estados Unidos.

Sobreviventes

Um “hibakusha”, sobrevivente da bomba, Sumiteru Taniguchi, 86 anos, pediu para que o Japão conserve para sempre o princípio de renúncia à guerra, inscrito na constituição do país.

No Brasil existem mais de uma centena de “hibakushas”. Takashi Morita, de 91 anos, é fundador de uma associação sediada em São Paulo, que reúne hoje 106 sobreviventes das bombas de Hiroshima e Nagasaki. Ele participa neste ano das cerimônias em memórias das vítimas no Japão.

O alvo inicial da segunda bomba de plutônio era a cidade de Kokura, ao norte de Nagasaki, que abrigava uma importante fábrica de armamentos. Mas as condições meteorológicas desfavoráveis mudaram os planos dos aliados. Três dias antes, o objetivo fora Hiroshima, onde o “Little Boy” exterminou 140 mil pessoas.

Os dois bombardeios atômicos, únicos da história, aceleraram a capitulação do Japão na Segunda Guerra Mundial, que aconteceu no dia 15 de agosto de 1945.
 

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