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China/Economia

China desvaloriza yuan para evitar caos na economia

Chinesa manipula notas de Yuan em mercado de Pequim nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2015.
Chinesa manipula notas de Yuan em mercado de Pequim nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2015. REUTERS/Jason Lee

A desvalorização da moeda chinesa continua a desestabilizar o mercado financeiro nesta quarta-feira (12). Ontem o banco central chinês chegou a desvalorizar o yuan em 1,9% em relação ao dólar. Nesta manhã, a cotação caiu mais 1,6%. A situação gera preocupação nos mercados financeiros de todo o planeta diante do temor de que a cotação da moeda possa continuar em queda impactar as economias que têm vínculos estreitos com a China.

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Esta é a maior desvalorização do yuan desde que a China estabeleceu, em 1994, o sistema moderno de flutuação da moeda. No entanto, o Banco Central chinês descartou a possibilidade de uma desvalorização contínua da divisa e alegou que a medida é parte de uma reforma do sistema cambial.

As razões

A decisão do governo chinês de desvalorizar o yuan visa melhorar as contas do país e conter uma desaceleração ainda maior da economia chinesa. No sábado passado (8), a China anunciou a maior queda nas exportações em quatro meses, 8,3% só nas exportações de julho. A retração é muito maior do que a de 1,5%, esperada pelos analistas, que já acreditam, neste momento, que o governo chinês está vendo algo que os mercados ainda não estão enxergando. O que torna a situação ainda mais alarmante.

A medida adotada pelo governo chinês fez com que as principais bolsas do mundo fechassem ontem, e abrissem hoje, em baixa. O movimento também provocou a valorização do dólar em relação às moedas emergentes, causando uma migração dos investidores de ativos mais arriscados para a moeda considerada segura.

Cautela nos Estados Unidos

Na terça-feira (11), o governo dos Estados Unidos reagiu com prudência à desvalorização do yuan. "Apesar de ser muito cedo para avaliar todas as implicações da mudança na taxa de referência do PBC, a China destacou que as mudanças anunciadas nesta terça-feira são uma nova etapa para uma taxa de câmbio mais determinada pelo mercado", disse um porta-voz do Departamento norte-americano do Tesouro.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) saudou a "etapa positiva" inaugurada com os anúncios de Pequim sobre uma maior flexibilidade de sua moeda, e afirmou que esta medida não terá "implicações diretas" sobre sua decisão de integrar ou não o yuan às moedas de referência internacional.

Mercado em alerta

A SG Global Economics afirma em um relatório que há "uma tendência para uma desvalorização maior" do yuan, que poderia chegar a 5% nos próximos 12 meses, mesmo o Banco Central da China descartando uma tendência generalizada de baixa e afirmando que a cotação do yuan está dentro de parâmetros normais.

A desvalorização do yuan afetou nesta quarta-feira os mercados asiáticos, arrastando as bolsas de Hong Kong e de Tóquio, que perderam respectivamente 2,38% e 1,58%. A queda também afetou o petróleo, que prosseguiu com sua tendência de queda e atingiu o menor valor em seis anos, em Nova York.

A Bolsa de Xangai perdeu 1,06% e a de Shenzhen 1,54%, devido às expectativas de que a desvalorização gere uma saída dos capitais investidos na China, adicionada às preocupações dos operadores sobre a saúde da economia do país. A economia chinesa cresceu 7,4% em 2014, o pior resultado em quase 25 anos.

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