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China/Tianjin

Exército da China confirma presença de cianeto de sódio na zona das explosões de Tianjin

Militares continuam as buscas de sobreviventes após as exploões na cidade chinesa de Tianjin
Militares continuam as buscas de sobreviventes após as exploões na cidade chinesa de Tianjin REUTERS/China Daily

As autoridades chinesas confirmaram neste domingo (16) havia cianeto de sódio estocado nos armazéns que explodiram na cidade portuária de Tianjin. A notícia reforma o temor de contaminação dos moradores da região. O número de mortos subiu para 112 segundo o balanço oficial. A França ofereceu ajuda para Pequim.

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O exército chinês afirmou que centenas de toneladas de cianeto de sódio, um produto extremamente tóxico, estavam estocados na região das explosões de Tianjin. Essa é a primeira vez que as autoridades locais confirmam a presença desse componente químico no armazém da cidade portuária.

O general chinês Shi Luze declarou durante uma entrevista coletiva que o produto químico havia sido identificado em dois locais diferentes na zona das explosões. “Segundo as estimações preliminares, o volume seria de centenas de toneladas”, disse o militar, sem dar detalhes sobre qual tipo de cianeto havia sido encontrado.

Cianeto pode ser mortal

De acordo com o Centro norte-americano de controle de doenças, o componente, que se apresenta em forma de um pó cristalino, pode liberar cianeto de hidrogênio, um “gás asfixiante altamente tóxico, que age na capacidade do organismo de utilizar oxigênio”. O centro afirma que, em função das condições de uso, o produto pode ser “rapidamente mortal”.

A confirmação da presença de cianeto alimenta o temor de contaminação dos 15 milhões de habitantes da cidade. As famílias das vítimas acusam as autoridades de estar escondendo a verdade sobre a catástrofe. Segundo sites locais, que estão sendo censurados, a quantidade de cianeto de sódio estocada na região seria 70 vezes acima do volume autorizado.

Centenas especialistas foram enviados por Pequim a Tianjin para tentar neutralizar o produto. As autoridades afirmam que, apesar do volume de cianeto presente na região, o ar da cidade pode ser respirado.

Além dos 112 mortos anunciados oficialmente neste domingo, entre eles 21 bombeiros, cerca de 100 pessoas continuam desaparecidas e mais de 700 precisaram ser hospitalizadas.

Paris oferece ajuda a Pequim

O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, enviou uma carta neste domingo ao chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, oferecendo apoio. “Se a China deseja, a França está disposta a colocar à disposição sua capacidade de socorro e de segurança civil e uma missão de avaliação pode ser enviada rapidamente para analisar as necessidades no local”, disse o chanceler. 

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