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Tailândia/Atentado

Polícia tailandesa divulga retrato falado de suspeito por atentado em Bancoc

Monges budistas durante cerimônia de reabertura do templo de Erawan, em Bancoc
Monges budistas durante cerimônia de reabertura do templo de Erawan, em Bancoc REUTERS/Athit Perawongmetha

A polícia da Tailândia divulgou na manhã desta quarta-feira (19) um retrato falado do suspeito de ter cometido o atentado, que matou 20 pessoas e feriu 120 em um templo budista na segunda-feira. O homem que, de acordo com as forças de segurança pode ser tailandês ou estrangeiro, foi flagrado pelas câmeras de segurança largando uma mochila diante do santuário de Erawan, minutos antes da explosão.

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De acordo com o porta-voz da polícia nacional Prawut Thavornsiri, um mandado de prisão será emitido nas próximas horas contra o suspeito, que aparece nas imagens de camisesta amarela, espessos cabelos negros e um óculos de armação escura.

Ele chega ao local em um mototáxi, senta-se diante do santuário e abandona a mochila no meio da multidão. Pouco depois, se levanta e caminha noutra direção, consultando o celular. A polícia já identificou e interrogou o motorista da motocicleta, mas não divulgou nenhum detalhe de seu testemunho. Uma recompensa equivalente a quase R$ 100 mil é oferecida por qualquer informação que ajude a capturar o suspeito.

Membro de uma "rede"

De acordo com o chefe da polícia tailandesa, Somyot Poompanmoung, o homem não agiu sozinho e faz parte de uma rede. Mas, por enquanto, nenhum grupo reivindicou o atentado e as autoridades parecem descartar a possibilidade de ser uma ação da insurgência muçulmana no sul do país.

Essa região limítrofe da Malásia, imersa desde 2004 em um conflito que já causou mais de 6,4 mil mortes, é palco frequente de atentados, mas nenhum com a amplitude do ataque a Erawan. Além disso, em mais de uma década de guerra, os rebeldes nunca fizeram nenhum ataque fora da região.

Entre as vítimas deste atentado sem precedentes, há 11 estrangeiros: dois da China, um de Cingapura, um da Indonésia, dois de Hong Kong e cinco membros de uma mesma família malaia. Dos feridos, 68 continuariam em estado crítico.

Reabertura do templo

Na manhã desta quarta-feira, o santuário foi reaberto ao público. Dezenas de monges budistas participaram de uma cerimônia religiosa, acompanhados por fieis e turistas, que fizeram orações de joelhos.

O santuário foi parcialmente restaurado, a grande cratera aberta pela explosão da bomba ficou coberta, pedaços de vidro e manchas de sangue foram removidos, mas as grades de ferros retorcidas ainda lembram a tragédia.

Neste contexto, a junta militar que governa o país decidiu reforçar a segurança nas zonas turísticas para, de acordo com um porta-voz, "reconquistar a confiança" dos visitantes. De acordo com testemunhas, soldados têm revistado bolsas de funcionários e visitantes dos shopping centers que cercam o templo.

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