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Arábia Saudita/Tragédia

Tumulto durante peregrinação a Meca causa ao menos 717 mortes

Socorristas ajudam civis depois do tulmuto que causou mais de 310 mortes em Mina
Socorristas ajudam civis depois do tulmuto que causou mais de 310 mortes em Mina AFP PHOTO/ HO/ Directorate of the Saudi Civil Defence

Ao menos 717 pessoas morreram e 805 ficaram feridas nesta quinta-feira (24) em um tumulto na cidade de Mina, perto da cidade sagrada de Meca, que recebe mais de dois milhões de muçulmanos para a peregrinação anual. Essa é a segunda tragédia que atinge os peregrinos neste ano. De acordo com a Defesa Civil, seis equipes de emergência prestam os primeiros socorros aos feridos no local da tragédia e orientam os peregrinos para "rotas alternativas".

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Mina que realizou obras de infraestrutura nos últimos anos para facilitar o deslocamento dos peregrinos. A polícia saudita mobilizou 100 mil polciais para a peregrinação e, ao longo de todo o percurso, o fluxo de fiéis é acompanhado por cordões das forças de segurança e voluntários que distribuem água e comida.

As autoridades afirmaram ainda ter tomado todas as precauções contra ataques de extremistas e mobilizaram milhares de médicos e enfermeiros para evitar os riscos de epidemia do coronavírus MERS, do qual a Arábia Saudita é o principal foco. Ainda não foram divulgadas as razões da confusão.

Rituais

Nesta quinta-feira, primeiro dia da festa do Adha, os peregrinos iniciaram um ritual de apedrejamento de satanás, no vale de Mina, região oeste da Arábia Saudita. O ritual consiste no ato de lançar sete pedras no primeiro dia do Eid al-Adha contra uma grande pilastra que representa Satanás, e 21 no dia seguinte contra três grandes pilastras.

Depois da lapidação, que pode durar de dois a três dias, os peregrinos concluem a peregrinação a Meca (conhecida como hajj) dando voltas em torno da Kaaba, a construção cúbica que se ergue no centro da Grande Mesquita, para onde os muçulmanos se viram para rezar.

Antes de chegar a Mina, os peregrinos se reuniram na noite de quarta-feira na esplanada de Muzdalifa, ao sopé do monte Arafat, para sacrificar um animal em memória de Abraão. De acordo com os textos sagrados, Abraão teria aceito sacrificar seu filho Ismael para Deus, mas o anjo Gabriel permitiu que ele matasse uma ovelha em seu lugar.

O hajj começou na terça-feira, quando os fiéis entraram em um estado de purificação chamado "ihram", em que os homens usam apenas duas peças de tecido branco e as mulheres cobrem todo o corpo, à exceção do rosto e das mãos.

A festa do sacrifício é celebrada por 1,5 bilhão de islâmicos ao redor do mundo e o hajj é um dos cinco pilares do islã. De acordo com as autoridades sauditas, 1,4 milhão de peregrinos vieram do extrangeiro neste ano e centenas de milhares, de dentro do reino.

Outras tragédias

No último dia 11 de setembro, quase duas semanas antes do início do hajj, uma grua desabou na Grande Mesquita e matou 109 pessoas. Apesar de, a princípio, as autoridades terem atribuído o acidente à chuva e aos fortes ventos, o rei excluiu a construtora responsável pelo equipamento de todas as licitações públicas. A Saudi BinLaden SA, que pertence à família do ex-líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, teria deixado o guindaste em uma posição inadequada.

O último drama no hajj aconteceu na peregrinação de 2006. Em 6 de janeiro, 76 pessoas morreram no desabamento de um hotel em Meca e, no dia 12, 364 peregrinos morreram em um tumulto, justamente durante a lapidação do Satanás em Mina.

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