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Arábia Saudita

Ritual que matou mais de 700 muçulmanos recomeça em Meca

Agentes sauditas transportam corpo de uma das 717 vítimas do tumulto ocorrido ontem durante a peregrinação a Meca.
Agentes sauditas transportam corpo de uma das 717 vítimas do tumulto ocorrido ontem durante a peregrinação a Meca. REUTERS/Stringer

As autoridades sauditas prometem uma investigação "rápida e transparente" sobre a tragédia que matou nesta quinta-feira (24) 717 fiéis muçulmanos e deixou mais de 860 feridos durante a tradicional peregrinação anual a Meca. O balanço ainda é provisório, mas a tragédia já é considerada a pior no país nos últimos 25 anos.

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O rei Salman recebeu os responsáveis pelo Hajj, a tradicional peregrinação anual aos locais sagrados do Islã, na noite de quinta-feira. O rei saudita determinou uma revisão da organização dos rituais para garantir a segurança dos fiéis, estimados em dois milhões só este ano. Segundo a religião islâmica, todo muçulmano deve fazer a viagem a Meca ao menos uma vez na vida.

O drama aconteceu durante a "festa do sacrifício", um ritual de lapidação de Satanás, no qual os fiéis atiram pedras contra três pilares representando o diabo e posicionados em locais diferentes. Testemunhas afirmam que o tumulto teve origem no encontro de uma multidão que deixava um dos pilares com uma maré humana que vinha no sentido contrário.

As autoridades sauditas afirmam que os fiéis não respeitaram as instruções dos organizadores do Hajj. Elas também acreditam que o forte calor e o cansaço dos peregrinos contribuíram para o número elevado de vítimas. O governo, duramente criticado pela gestão da peregrinação, começou a identificação dos mortos e feridos.

Irã critica organização saudita

O Irã já contabilizou 131 vítimas fatais, mas o número pode subir. Outros 60 peregrinos do país estão entre os feridos. O guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, acusou a "má gestão" das autoridades sauditas pelo drama e pediu que o governo de Ryad assuma "sua grande responsabilidade pela catástrofe". Mesmo recado foi enviado pelo presidente iraniano, Hassan Rohani.

Apesar da tragédia, milhares de muçulmanos retomaram nesta sexta-feira (25) o ritual da lapidação do Satanás em Mina, última etapa antes de voltarem a Meca para o final da peregrinação. Da Catedral de Saint-Patrick, em Nova York, o papa Francisco expressou sua solidariedade às vítimas da tragédia em Meca.

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