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Afeganistão/Insurreição

Talibãs entram em cidade estratégica do norte do Afeganistão

Soldados afegãos rechaçam rebeldes talibãs nos arredores de Kunduz, em abril passado.
Soldados afegãos rechaçam rebeldes talibãs nos arredores de Kunduz, em abril passado. Reuters/路透社

Os talibãs afegãos assumiram nesta segunda-feira (28) o controle de parte da cidade de Kunduz, na região norte do Afeganistão, segundo líderes tribais e testemunhos de moradores da cidade à agência AFP. Esta é a primeira vez que os talibãs entram em uma grande cidade afegã desde que foram expulsos do poder em 2001, após a invasão liderada pelos Estados Unidos. A invasão significa um forte revés para o governo afegão.

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A ação dos rebeldes em Kunduz, cidade de 300 mil habitantes na estrada que liga Cabul, capital do país, ao Tadjiquistão, começou nas primeiras horas da manhã. Um líder tribal disse que os rebeldes assumiram o controle de um dos distritos da cidade e outra fonte afirmou que sua casa estava a 100 metros da linha de frente dos rebeldes. "Os talibãs controlam o hospital municipal de Kunduz, que tem 200 leitos", disse a segunda fonte. Uma terceira testemunha relatou que via, de sua casa, os combatentes talibãs circulando no bairro.

Num primeiro momento, autoridades locais negaram que os talibãs tinham entrado em Kunduz. Horas depois, o porta-voz da polícia da província, Sayed Sarwar Hussaini, reconheceu que os insurgentes tinham tomado o controle de metade da cidade. O governo teria enviado reforços, mas eles ainda não chegaram à localidade. 

Quebra-cabeça

A batalha de Kunduz é um quebra-cabeça para o governo de união nacional afegão, que está no poder há apenas um ano. Os insurgentes islamitas, cada vez mais ativos na região norte do país, conseguiram em abril e junho deste ano chegar aos arredores de Kunduz. Nas duas ocasiões, no entanto, a polícia e o exército impediram a entrada na cidade, que fica a 100 km da fronteira com o Tadjiquistão.

O exército afegão não conta mais com o apoio das tropas estrangeiras da Otan, que encerrou sua missão de combate em dezembro do ano passado. Atualmente, a Aliança Atlântica mantém apenas 13.000 soldados dedicados às tarefas de treinamento e assessoria das forças afegãs.

Com informações da agência AFP

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