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Afeganistão/Insurreição

EUA bombardeiam cidade do Afeganistão tomada por novo líder talibã

Forças especiais afegãs chegam para batalha contra os insurgentes talibãs que tomaram ontem o controle de Kunduz, no norte do Afeganistão.
Forças especiais afegãs chegam para batalha contra os insurgentes talibãs que tomaram ontem o controle de Kunduz, no norte do Afeganistão. REUTERS/Stringer

O exército afegão iniciou nesta terça-feira (30), com apoio aéreo americano, uma contraofensiva para recuperar Kunduz, a estratégica cidade do norte do Afeganistão ocupada na segunda-feira pelos talibãs. Esta foi a primeira vez que os talibãs conseguiram conquistar uma grande cidade afegã desde que foram expulsos do poder em 2001 pela invasão americana.

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"Reforços do exército afegão iniciaram a operação para reconquistar a cidade de Kunduz", anunciou o ministério da Defesa. "A batalha começou, as forças afegãs enfrentam a resistência dos talibãs, mas conseguem avançar", declarou Sayed Sarwar Hussaini, porta-voz da polícia provincial de Kunduz. "Já recuperaram a sede central da polícia e a prisão da cidade", acrescentou o ministério. Ontem, além de tomar o controle da cidade em poucas horas, os talibãs libertaram centenas de detentos da prisão municipal.

O exército afegão convocou soldados de outras províncias e de suas forças especiais, já que não contam mais com o apoio terrestre da Otan. A Aliança Atlântica mantém 13.000 militares no país, principalmente americanos, mas eles se dedicam exclusivamente ao treinamento e assessoria das tropas afegãs.

Por outro lado, as forças americanas efetuam bombardeios aéreos com drones para respaldar as tropas afegãs. Ultimamente, os drones americanos atuavam no leste do país, mas hoje os aparelhos foram deslocados para Kunduz, a fim de ajudar na contraofensiva aos insurgentes islâmicos.Centenas de homens estão envolvidos em várias frentes de batalha. Uma base militar foi instalada no aeroporto de Kunduz para monitorar as operações.

Conquista simbólica

A tomada de Kunduz, quinta cidade mais populosa do Afeganistão, teve um grande impacto. A ação aconteceu no primeiro aniversário do governo de união nacional formado pelo presidente Ashraf Ghani, eleito depois de prometer a paz em um país em conflito permanente há 30 anos, 14 deles com os talibãs.

Os talibãs atribuíram um valor simbólico à batalha. O porta-voz do grupo, Zabihullah Mudjahid, divulgou no Twitter uma foto da bandeira do movimento no centro da cidade. Moradores afirmaram que a situação era caótica. Os combates deixaram dois policiais mortos, assim como quatro civis e 25 talibãs, segundo o ministério do Interior.

Novo chefe talibã busca afirmação

O líder talibã, o mulá Akhtar Mansur, que substituiu o falecido mulá Omar, anunciou uma "grande vitória". A conquista de Kunduz permite a Mansur reafirmar sua autoridade ante a família do mulá Omar, que havia questionado sua designação como líder do movimento.

Kunduz é um centro comercial estratégico que fica a menos de 100 km da fronteira com o Tadjiquistão. Até a invasão vitoriasa nessa segunda-feira, os talibãs já tinham tentado atacar a cidade duas vezes este ano, mas foram rechaçados pelas forças afegãs.
 

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