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Síria/Rússia

Com apoio da Rússia, exército sírio lança vasta ofensiva terrestre

Alvo atingido, segundo testemunhas, por um bombardeio russo ao sul de Idleb, na Síria.
Alvo atingido, segundo testemunhas, por um bombardeio russo ao sul de Idleb, na Síria. REUTERS/Khalil Ashawi

Com o apoio de intensos bombardeios aéreos da Rússia, o exército sírio e seus aliados lançaram nesta quarta-feira (7) uma ofensiva terrestre no centro da Síria. A informação, inicialmente divulgada pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), foi confirmada por uma fonte militar síria. Ao comentar hoje na TV a situação na Síria, o presidente Vladimir Putin irritou as autoridades francesas ao afirmar que “François Hollande propôs uma associação entre as forças de Bashar Al-Assad e os rebeldes moderados”. Informação desmentida por Paris.

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“O exército sírio e seus aliados lançaram uma vasta operação terrestre no norte da província de Hama, apoiada pela aviação russa”, confirmou a fonte militar síria. Esta é a primeira grande operação coordenada com tropas no solo desde que os aviões russos iniciaram, há uma semana, seus primeiros ataques em apoio ao regime de Bashar Al-Assad, aliado de Moscou.

Segundo o OSDH, os bombardeios russos foram intensos e atingiram mais uma vez o norte da província de Hama e também a província de Idleb. Essas regiões são redutos de uma aliança de grupos rebeldes formada pela Frente Al-Nusra, braço da rede Al Qaeda na Síria, e também por outras facções islâmicas. Segundo testemunhos, a ofensiva terrestre visou quatro áreas controladas pelos rebeldes e diversos tiros de mísseis foram disparados. Os ataques aéreos teriam atingido carros e bases dos insurgentes.

O ministério russo da Defesa informou que aviões de combate bombardearam ontem 12 alvos na Síria ligados ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI). Nesta quarta-feira, a Rússia anunciou que quatro navios de guerra, estacionados no mar Cáspio, dão apoio aos ataques. Mísseis lançados dos navios teriam destruído 11 instalações do EI, segundo Moscou.

Mas os rebeldes sírios e países ocidentais continuam acusando a Rússia de não atacar apenas os jihadistas, mas também grupos moderados de oposição ao regime de Al-Assad. O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, disse hoje que apenas dois ataques ontem visaram alvos do grupo Estado Islâmico.

Intensificação dos bombardeios

O presidente Vladimir Putin analisou hoje, ao lado do ministro da Defesa Serguei Choigou, essa intervenção russa na Síria. O encontro no Kremlin foi retransmitido pela TV. Putin anunciou que os bombardeios russos vão se intensificar para preparar o terreno para a ofensiva do exército de Bashar Al-Assad contra o grupo EI. Ele informou que as próximas ações militares russas serão sincronizadas com as operações das forças governamentais sírias.

O presidente russo criou um incidente com Paris ao afirmar que “François Hollande teve uma ideia interessante ao propor reunir as forças do presidente Assad e o Exército Sírio Livre” (oposição moderada). Imediatamente, os conselheiros do presidente francês reagiram, garantindo que essa associação “não é uma ideia francesa”. François Hollande falou “da presença necessária da oposição síria em uma eventual negociação”, revelou a fonte da presidência.

O chefe militar da oposição síria moderada também considerou “ilógico” insinuar uma possível cooperação entre o Exército Sírio Livre e as forças leais ao regime. Ao contrário de Moscou, França e Estados Unidos querem a saída do poder do presidente sírio para superar o conflito no país.

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