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Israel/Palestina

Apesar de segurança reforçada, ataques de palestinos continuam em Israel

Israelenses patrulham supermercado na estação rodoviária central de Jerusalém, após esfaqueamento de uma mulher
Israelenses patrulham supermercado na estação rodoviária central de Jerusalém, após esfaqueamento de uma mulher REUTERS/ Noam Moskowitz ISRAEL

Dois novos ataques de palestinos contra israelenses foram registrados nesta quarta-feira (14) em Jerusalém. Um palestino de 20 anos foi morto a tiros pela polícia ao tentar esfaquear um segurança na entrada da Cidade Velha. Outro palestino de 23 anos também foi abatido depois de atacar a facadas uma mulher perto da estação central de ônibus da cidade.

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Desde o dia 1° de outubro, Israel vive uma onda de violência que matou até agora sete israelenses e 30 palestinos - entre eles, autores de esfaqueamentos, mas também crianças, mulheres e manifestantes que participaram de protestos em Gaza, Cisjordânia e Israel. Centenas de palestinos ficaram feridos.

Na quarta-feira, falando desses incidentes pela primeira vez, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse apoiar "uma resistência popular pacífica", que considera como um direito de defesa dos palestinos, diante da ocupação israelense. Abbas também criticou o governo e os colonos de Israel que, segundo ele, atuam como terroristas contra o povo palestino.

Novas medidas

De seu lado, Tel Aviv anunciou novas medidas. A polícia nas cidades israelenses foi reforçada por cerca de 300 soldados do exército, pela primeira vez desde 2002, quando ocorreu a segunda Intifada, como são chamadas as revoltas palestinas em grande escala. Um cerco de postos de controle também foi erguido em torno das regiões ocupadas, impedindo a livre circulação da população palestina.

Outra medida que causou polêmica foi a decisão do governo de não devolver às famílias os corpos dos palestinos suspeitos de agressões que foram mortos pela polícia. O objetivo, segundo o governo israelense, é de evitar distúrbios durante o funeral.

Desumanização

Mas, para o porta-voz da Ong Libertação da Palestina, Xavier Abu Eid, a medida só servirá para atiçar ainda mais os ânimos: "Esse é um passo a mais na desumanização do povo palestino, que insulta as famílias e pune uma comunidade inteira", afirlmou.

Na quarta-feira, o presidente Mahmoud Abbas já havia declarado que denunciaria Israel ao Tribunal Penal Internacional pelas execuções sumárias dos suspeitos de agressões. Para Xavier Abu Eid, "esses palestinos, que foram friamente executados, merecem justiça. Por isso, estamos discutindo essa questão com toda a comunidade internacional. Para acalmar a situação, precisamos que os direitos dos palestinos sejam respeitados".

Medo

Além das reações governamentais à onda de ataques, a própria população tem buscado se defender como pode. Os jornais locais desta quinta-feira estão recheados de imagens de israelenses se armando com tudo que conseguem encontrar, de sprays de pimenta e cacetetes a armas de fogo. As vendas de armas explodiram nas principais cidades israelenses.

O clima de tensão entre os judeus é tamanho que acontecem ataques de pânico coletivo, como o desta quarta-feira, quando soldados que estavam em um trem em Haifa, acreditando ter visto uma pessoa suspeita, começaram a gritar "terrorista". Um oficial, sentado no vagão da frente, disparou um tiro para o alto e alguém puxou o freio de emergência. Nenhum suspeito foi encontrado e ninguém se feriu.

"Há uma onda de terror", declarou à rádio do exército o ministro da Defesa, Moshe Yaalon, "cuja característica é que os civis estão na linha de frente, sendo atacados de muito perto, já que a principal arma usada é a faca e, ocasionalmente, armas de fogo".

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