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Síria/Bashar al-Assad

Assad se diz disposto a realizar eleições para presidente na Síria

O presidente sírio, Bashar al- Assad, se reuniu com representantes russos neste domingo (25) em Damasco.
O presidente sírio, Bashar al- Assad, se reuniu com representantes russos neste domingo (25) em Damasco. REUTERS/Alexei Druzhinin/RI

O presidente sírio, Bashar al-Assad, disse neste domingo (25) que está disposto a realizar eleições presidenciais "com a participação de todas as forças políticas". A informação foi revelada neste domingo (25) por um deputado da Rússia, principal aliada da Síria.

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"Ele está disposto a realizar eleições com a participação de todas as forças políticas que querem que a Síria prospere", disse o deputado russo Alexander Yushchenko. O parlamentar, que está em Damasco, havia participado momentos antes de um encontro com Assad, junto a outros políticos e legisladores russos.

Segundo Yushchenko, "se as pessoas não se opuserem", Assad gostaria de participar da disputa. "Ele está muito confiante em si mesmo", reiterou o representante russo.

Yushchenko, que é membro do Partido Comunista russo, detalhou que o presidente sírio também está aberto para debater reformas na constituição, logo que a Síria estiver livre do risco do grupo jihadista Estado Islâmico.

As últimas eleições presidenciais sírias foram realizadas em junho de 2014. Assad foi eleito para um período de sete anos com 88,7% dos votos. O pleito foi extremamente pela oposição e condenado pela comunidade internacional.

Apoio aos rebeldes sírios

Neste sábado (24), o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, declarou que é o momento de começar a preparar a realização de eleições na Síria. Lavrov também disse que Moscou está disposta a ajudar o Exército Sírio Livre (ESL), o grupo rebelde moderado apoiado pelo Ocidente, que luta tanto contra Assad como contra os jihadistas.

O anúncio não foi levado a sério pelos representantes da oposição, que acusam a Rússia de visar os grupos rebeldes moderados desde o início de sua ofensiva aérea, no final de setembro. “Moscou bombardeia o ESL e agora quer cooperar conosco e continuar ligado a Assad ?”, criticou o tenente-coronel Ahmad Saoud, porta-voz dos militares da oposição.

(Com informações da AFP)

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