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Egito/Acidente

Acidente com avião russo no Sinai não deixa sobreviventes

Familiar de vítima do acidente com o Airbus da companhia Metrojet é consolado no aeroporto de São Petersburgo.
Familiar de vítima do acidente com o Airbus da companhia Metrojet é consolado no aeroporto de São Petersburgo. REUTERS/Peter Kovalev

Segundo a embaixada da Rússia no Egito, as 224 pessoas que estavam a bordo do Airbus A321-200, que caiu na manhã de sábado (31) no norte da península do Sinai, morreram na catástrofe. "Infelizmente, todos os passageiros do voo 9268 de Kogalymavia entre Sharm el-Sheikh e São Petersburgo morreram", escreveu a embaixada em suas contas nas redes sociais.

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O avião, da companhia russa Kogalymavia, também conhecida pela marca Metrojet, transportava 217 passageiros, sendo 214 russos e três ucranianos, além de sete tripulantes. Entre os 217 passageiros, havia 138 mulheres e 17 crianças.

Nas primeiras horas após a tragédia, militares egípcios que chegaram ao local onde foram localizados os destroços, numa região montanhosa do Sinai, disseram ter ouvido gritos de sobreviventes. Mas as equipes de resgate não confirmaram essa versão.

Cem corpos já foram retirados dos destroços, incluindo os das 17 crianças que estavam a bordo. Vários passageiros estavam em seus assentos com os cintos de segurança afivelados. Os corpos serão transportados para a cidade do Cairo. 

As autoridades egípcias já resgataram uma das duas duas caixas-pretas do avião, a que contém os dados do voo. O avião desapareceu dos radares de controle cerca de 20 minutos após a decolagem do aeroporto de Sharm el-Sheikh com destino a São Petersburgo, na Rússia. A última posição registrada pelas autoridades da aviação civil aponta que o avião voava a uma altitude de 9.144 metros quando sumiu dos radares.

Investigações

O presidente russo, Vladimir Putin, informou que enviará reforços ao local para ajudar nas investigações. Putin decretou dia de luto nacional neste domingo, na Rússia, em homenagem às vítimas da catástrofe.

As causas do acidente ainda são desconhecidas. O Comitê de Investigação russo anunciou a abertura de uma investigação para averiguar eventuais violações às regras de segurança aérea. O ministro dos Transportes, Maxime Sokolov, disse que a companhia aérea será minuciosamente investigada.

A Kogalymavia, que opera com a marca Metrojet desde 2012, foi criada em 1993 e tinha todas as autorizações de voo requeridas pelas autoridades. O Airbus acidentado realizou seu primeiro voo em 1997.

O primeiro-ministro do Egito afirma que nenhum indício aponta para a hipótese de um atentado terrorista. Porém, o recente envolvimento da Rússia na guerra da Síria e o fato de a região do Sinai abrigar grupos jihadistas ligados à organização Estado Islâmico geraram rumores de atentado.

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