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Airbus A321/Egito

Jornal britânico diz que passageiro ou funcionário do aeroporto colocou bomba no avião russo

Turista passa pelo detector de metais do aeroporto de Sharm el-Sheikh, no Egito, nesta sexta-feira (6).
Turista passa pelo detector de metais do aeroporto de Sharm el-Sheikh, no Egito, nesta sexta-feira (6). REUTERS/Asmaa Waguih

Seis dias depois da queda do Airbus A 321 da Metrojet no Egito, a hipótese de que um ataque terrorista tenha derrubado o avião se reforça. Na manhã desta sexta-feira (6), o jornal britânico The Times publica que conversas telefônicas interceptadas por serviços de inteligência do Reino Unido e dos Estados Unidos sugerem que uma bomba poderia ter sido colocada na aeronave "por um passageiro ou mesmo um funcionário do aeroporto".

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"O tom e o conteúdo das mensagens convenceram os especialistas" sobre essa hipótese, publica o diário. De acordo com o Times, a bomba teria sido colocada na bagagem de um passageiro russo no aeroporto de Sharm el-Sheikh, de onde partiu o A 321 da Metrojet no último sábado.

Para executar a missão, os jornalistas do diário acreditam que uma "mula" do grupo Estado Islâmico foi recrutada para passar o perímetro de segurança do aeroporto. Segundo o Times, a tarefa não seria muito difícil, já que redes jihadistas atuam no norte da província do Sinai, onde também há um grande número de simpatizantes dos radicais.

Repatriação dos turistas britânicos

Nesta manhã, o Reino Unido reviu a proibição de voos que façam o trajeto entre o país e Sharm el-Sheikh para repatriar cerca de 20 mil turistas britânicos que estão nesta famosa estação balneária do Egito. No entanto, as autoridades egípcias suspenderam a aterrissagem de aviões britânicos, anunciou a companhia EasyJet, que tinha previsto a operação de 10 voos no local hoje.

Apenas dois aviões da EasyJet partirão do local hoje em direção a Londres, os outros foram cancelados. "Estamos trabalhando junto do governo britânico para encontrar uma solução. Ao mesmo tempo, trabalhamos dentro de um plano de urgência que nos permite operar logo que tivermos a permissão de voar", indicou a companhia em um comunicado.

Já a França aconselha que os cidadãos viagem ao local somente em casos de obrigação e por motivos profissionais. A companhia aérea alemã Lufthansa interrompeu por precaução uma parte de seus voos para Sharm el-Sheikh.

Ataque terrorista

Ontem à noite, o presidente americano, Barack Obama, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, também admitiram a possibilidade de um ataque terrorista. O reconhecimento dos dois líderes acontece poucos dias depois que o grupo Estado Islâmico reivindicou, pela segunda vez em menos de uma semana, a queda do avião.

Em entrevista a uma rádio dos Estados Unidos, Obama disse que a tese de uma bomba à bordo do Airbus A 321 da Metrojet está sendo levada "muito a sério". Já Cameron foi mais incisivo e declarou que é "mais que provável" que a queda do avião tenha sido provocada por terroristas.

Mas o Egito e a Rússia continuam inflexíveis sobre essa possibilidade. O ministro da aviação civil do Egito, Hossam Kamal, declarou que os investigadores ainda não têm provas suficientes para confirmar essa hipótese. Já para Moscou, até o momento tudo o que se fala sobre as causas da queda do avião não passam de "especulações".

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