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Clima/Pobreza

Inércia na luta contra aquecimento global pode levar 100 milhões à pobreza, alerta Banco Mundial

Camponesa paquistanesa do vilarejo Khyber Pakhtunkhwa.
Camponesa paquistanesa do vilarejo Khyber Pakhtunkhwa. © Sarah Caron

O planeta terá 100 milhões de pessoas a mais vivendo em extrema pobreza até 2030 se nada for feito para limitar o impacto do aquecimento global. Esse novo alerta à comunidade internacional está em um relatório do Banco Mundial publicado neste domingo (8).

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O documento é publicado três semanas antes da Conferência de Paris para o Clima, COP21. A advertência do Banco Mundial aumenta a pressão sobre os líderes mundiais que se reunirão em Paris a partir de 30 de novembro com o objetivo de concluir um acordo internacional que limite os gases que produzem o efeito estufa.

O relatório também é divulgado poucos dias após a ONU ter afirmando que os compromissos de redução de emissões de CO2 são, por si só, insuficientes para conseguir limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius.

Regiões mais atingidas

O Banco Mundial observa que o impacto seria particularmente forte na África, onde a mudança climática poder levar a um aumento dos preços dos alimentos de até 12% em 2030. Seria "um golpe para uma região onde o consumo alimentar das famílias mais pobres representa mais de 60% de seus gastos", afirmou a instituição.

Um efeito similar ocorreria no Sul da Ásia. Na Índia, a crise agrícola e a rápida propagação de doenças resultantes das mudanças climáticas podem levar 45 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza extrema, ou seja, com uma renda de menos de US$ 1,90 por dia.

Pré-COP

Ministros de mais de 60 países estão reunidos na capital francesa desde hoje para acelerar as negociações de um acordo mundial sobre as mudanças climáticas. O Brasil está representado. Durante três dias, os ministros do Meio Ambiente e da Energia devem tentar reduzir as divergências, ainda numerosas, que pairam sobre as negociações.

O ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, destacou que objetivo da reunião - a terceira neste ano - "não é renegociar o texto conseguido na última sessão de diálogos em Bonn [Alemanha]", e sim "facilitar o acordo final" aguardado em Paris. "É uma espécie de ensaio geral antes da conferência de Paris", explicou Fabius, presidente da COP 21.
 

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