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França/Atentados

Grupo Estado Islâmico reivindica atentados em Paris

Parisienses homenageam vítimas do atentado nos locais dos ataques.
Parisienses homenageam vítimas do atentado nos locais dos ataques. REUTERS/Christian Hartman

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou neste sábado (14) os ataques que deixaram pelo menos 128 mortos em Paris. Em um comunicado publicado na internet, os terroristas afirmaram que o ataque foi uma resposta à ação militar francesa na Síria e no Iraque e que a França continuará a ser um de seus principais alvos. Um passaporte sírio foi encontrado com um dos terroristas abatidos pela polícia.

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"Oito irmãos usando cintos explosivos e armados com fuzis atacaram locais cuidadosamente escolhidos, no coração de Paris", afirma o comunicado do grupo Estado Islâmico, publicado em duas versões, em árabe e em francês. "Que a França e aqueles que seguem seu caminho saibam que permanecerão entre os alvos do Estado Islâmico", acrescentou a organização extremista sunita.

Segundo o comunicado, os ataques de Paris seriam uma resposta aos "bombardeios contra os muçulmanos em terras do califado", um termo geralmente utilizado para designar as regiões do Iraque e da Síria controladas pelo EI. A França, que participa de uma coalizão internacional, realiza ataques aéreos contra os jihadistas nos dois países.

Um passaporte sírio foi encontrado com um dos terroristas abatidos pela polícia. Mas as autoridades não disseram que o documento pertencia ao extremista.

François Hollande fala de um "ato de guerra"

Mais cedo, o presidente francês, François Hollande, já havia acusado o EI de ter cometido o atentado em Paris. “O que aconteceu foi um ato de guerra (...) que foi cometido pelo grupo Estado Islâmico. Ele foi preparado, organizado, planejado no exterior, com cúmplices internos que a investigação deverá estabelecer", disse o Hollande.

O presidente afirmou que “a França será implacável” e garantiu que "todas as medidas para garantir a segurança dos cidadãos serão tomadas como parte do estado de emergência" decretado na sexta-feira..

Hollande também anunciou que um decreto foi assinado para proclamar “luto nacional de três dias”. O chefe de Estado não disse, no entanto, a partir de quando a medida seria implementada.

"O país está despedaçado", disse o presidente, antes de anunciar que falará na segunda-feira diante do Parlamento francês reunido em Congresso em Versalhes, perto de Paris, "para unir a Nação nesta provação". "O que estamos defendendo é a nossa pátria, mas é muito mais do que isso, são os valores da humanidade e a França vai assumir as suas responsabilidades", declarou solenemente François Hollande, que chamou os franceses "a se unir e manter o sangue frio".

(Com informações da AFP)

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