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Mianmar/Desastre

Deslizamento de terra em Mianmar deixa cerca de 100 mortos

Equipes de socorro continuam procurando corpos após deslizamento de terra em Mianmar.
Equipes de socorro continuam procurando corpos após deslizamento de terra em Mianmar. REUTERS/Stringer

Quase 100 pessoas morreram em Mianmar, a antiga Birmânia, após um deslizamento de terra em uma mina de jade. Esse já está sendo visto como um dos piores desastres registrados no setor, um dos mais importantes da economia do país, mas que também é conhecido por suas falhas de segurança.

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Um balanço divulgado na tarde deste domingo (22) elevou de 90 para 97 o número de vítimas fatais no acidente. Mas as equipes de resgate, que contam com o apoio da Cruz Vermelha local, do exército e da polícia, continuam as buscas.

O acidente ocorreu no sábado no estado de Kachin (norte), na fronteira com a China, quando uma montanha de rejeitos desabou sobre dezenas de cabanas onde dormiam pessoas que vivem da busca de restos de jade. "Mesmo os moradores das aldeias um pouco mais distantes podiam ouvir os gritos das vítimas", contou às agências de notícias Zaw Moe Htet, um pequeno comerciante de jade do local.

Mianmar é o maior produtor mundial desta pedra preciosa, muito presente no subsolo da região. Mas as condições de extração – tanto em termos de segurança quanto ambientais – são péssimas, e as autoridades e empresas de exploração fazem vista grossa para a existência de mineradores ilegais. Além disso, várias pessoas vivem da busca de resíduos da pedra não detectados pelas empresas exploradoras, encontrados pertos das minas e até mesmo nas estradas por onde passam os caminhões de transporte.

Corrupção na principal indústria do país

Apesar das reformas realizadas na indústria do jade nos últimos anos, pouco se sabe sobre o mercado da pedra em Mianmar, que continua sendo controlado por famílias tradicionais do país, que fizeram fortuna sob o regime junta militar, dissolvida em 2011. O equivalente a cerca de € 27,5 bilhões foram movimentados pela indústria de jade em Mianmar, um montante dez vezes maior que o declarado oficialmente.

A opositora e ex-prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, cujo partido venceu as eleições de 8 novembro, e que deve formar um governo no início de 2016, prometeu lutar contra a corrupção e a falta de transparência da economia, que vê na indústria do jade um dos principais exemplos. O comércio da pedra representaria quase metade do Produto Interno Bruto (PIB) do país, que continua sendo um dos mais pobres do sudeste asiático.

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