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Tunísia/Terrorismo

Grupo Estado Islâmico assume autoria do atentado contra a guarda presidencial da Tunísia

Policial patrulha região do atentado em Túnis em que 12 agentes da guarda presidencial morreram nesta terça-feira (24).
Policial patrulha região do atentado em Túnis em que 12 agentes da guarda presidencial morreram nesta terça-feira (24). REUTERS/Zoubeir Souissi

O grupo Estado Islâmico reivindicou nesta quarta-feira (25) o atentado contra o ônibus da guarda presidencial de Túnis, que deixou 12 mortos ontem. Na capital tunisiana, a segurança policial foi reforçada e o governo anunciou que a fronteira com a Líbia permanecerá fechada durante os próximos 15 dias.

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O atentado foi reivindicado pelos jihadistas nesta tarde por meio de um comunicado divulgado na internet. O autor do ataque é um tunisiano identificado como Abu Abdullah al-Tunissi, que, munido de uma mochila cheia de explosivos, entrou no ônibus presidencial ontem e se detonou.

O grupo Estado Islâmico afirma que 20 pessoas morreram no atentado, mas, segundo o balanço oficial, 12 agentes da guarda presidencial foram mortos na explosão. Segundo o ministério do Interior da Tunísia, o décimo terceiro corpo encontrado pertence ao agressor.

De acordo com as investigações, um homem com uma mochila cheia de explosivos e fones de ouvido entrou ontem no ônibus da guarda presidencial tunisiana. Quando os agentes tentaram interpelar o agressor, ele acionou a bomba. De acordo com o ministério do Interior, o agressor carregava dez quilos de material explosivo.

Estado de emergência

Durante todo o dia, a segurança foi reforçada nas ruas de Túnis, especialmente diante dos hoteis. As autoridades tunisianas confirmaram a extensão do estado de emergência na capital por 30 dias e toque de recolher entre as 21h e as 5h.

Além disso, a Tunísia também anunciou hoje o fechamento por 15 dias de sua fronteira terrestre com a Líbia. De acordo com um comunicado da presidência, o país vai reforçar a vigilância com seis mil militares a mais em suas fronteiras marítimas e nos aeroportos. 

Neste ano, a Tunísia foi alvo de diversos atentados cometidos por jihadistas. Os dois mais violentos foram contra o museu do Bardo, em Túnis, no mês de março, e contra um hotel próximo de Sussa no final de junho, em que 38 pessoas morreram - entre elas, 30 britânicos. Os dois ataques foram reivindicados pelo grupo Estado Islâmico.

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