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Ao menos 14 mulheres foram eleitas, pela 1ª vez, em eleições na Arábia Saudita

Mulher saudita deixa local de votação.
Mulher saudita deixa local de votação. REUTERS/Faisal Al Nasser

Ao menos 14 mulheres foram eleitas para cargos municipais na Arábia Saudita, que pela primeira vez na história permitiu a participação feminina, tanto como eleitoras, quanto como candidatas em um pleito realizado no sábado (12). A Arábia Saudita era o último país do mundo a negar o direito de voto e candidatura a suas cidadãs.

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"Mesmo se não houvesse nenhuma eleita, estaríamos orgulhosas. Francamente, não esperávamos qualquer vitória", comemorou Sahar Hassan Nasief, militante feminista da região de Jeddah (oeste).

Mais de 900 mulheres concorreram junto a 6.440 homens, tendo que superar vários obstáculos como, por exemplo, não poder dialogar com eleitores do sexo masculino. A Arábia Saudita, regida por uma versão rigorosa do Islã, é um dos países mais restritivos do mundo para as mulheres, que não têm direito de dirigir carros e precisam da aprovação de um homem para trabalhar ou viajar.

Arábia Saudita era último país a proibir voto feminino

A primeira mulher cuja vitória foi anunciada é Salma Bent Hizab Al Oteibi, que ganhou uma cadeira no Conselho Municipal de Madrakah, localidade da região de Meca, primeiro local santo do Islã. Ela disputava a vaga com sete homens e outras duas mulheres.

Já Honuf bent Mafrah al-Hazimi foi eleita ao conselho municipal da província de Jawf (norte), e duas outras na região de Ihsaa (sudeste), enquanto que a capital saudita Riad registrou a vitória de três mulheres, segundo a agência oficial SPA. Além disso, duas candidatas foram eleitas na província de Tabbuk (noroeste).

Para votar no sábado, muitas mulheres não tiveram outra opção que ser levadas de carro por um motorista ou membro masculino de sua família. A segregação também ocorreu nos colégios eleitorais.

Campanha aconteceu pelas redes sociais

Boa parte da campanha se deu nas redes sociais. No dia da votação, algumas mulheres postaram fotos de seus rostos descobertos, enquanto nas ruas portavam, em sua maioria, o véu integral.

Segundo dados oficiais, cerca de 1,5 milhão de pessoas com 18 anos ou mais estavam registradas para votar, incluindo cerca de 119.000 mulheres, enquanto a população total do reino é de 21 milhões de pessoas.

Todos os candidatos disputavam 284 cadeiras nas câmaras municipais, assembleias com poderes limitados que são as únicas no reino a incluir representantes eleitos.
 

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