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Cinco perguntas para conhecer o grupo Estado Islâmico

Estado Islâmico: terror, mobilização e polarização.
Estado Islâmico: terror, mobilização e polarização.

Com atentados realizados de Paris a Beirute, passando pelo Sinai ou pela Califórnia, o grupo Estado Islâmico (EI) se consolida como maior organização terrorista do planeta. Nascido do caos provocado pela invasão anglo-americana do Iraque, o grupo jihadista cresceu paulatinamente à sombra da Al-Qaeda. Com a morte de Osama Bin Laden em 2011, e o enfraquecimento da Al-Qaeda, o grupo EI ganhou proeminência entre os radicais muçulmanos. Hoje, o grupo controla, entre o Iraque e a Síria, um território cuja área corresponde a quatro vezes o estado de Israel.

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O que é o grupo Estado Islâmico?

Para começar, não se trata de um estado nacional, como eles se autoproclamam, mas, sim, de um grupo radical muçulmano com objetivos revolucionários e táticas terroristas. Alguns estudiosos datam a sua fundação em 1999, na Jordânia. Outros preferem considerar 2004, como o primeiro ano daquele que surgiu como a filial iraquiana do grupo terrorista Al-Qaeda, sob o comando do jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, aliado de Osama Bin Laden.

Quem são os líderes do EI?

Seu fundador, Abu Musab al-Zarqawi, morreu em 2006 no Iraque, bombardeado por aviões da Força Aérea norte-americana. Em maio de 2010, o iraquiano Abu Bakr al-Baghdadi assumiu o controle da organização então já conhecida como Estado Islâmico do Iraque. Aproveitando-se da guerra civil na Síria, os guerrilheiros de Al-Baghadi cruzaram a fronteira sírio-iraquiana em 2013, aliando-se aos radicais sírios e expandindo o território da organização, que passou a se chamar Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS na sigla em inglês). Enquanto as manobras expansionistas do ISIS provocavam o rompimento definitivo com a Al-Qaeda, Al-Baghadi continuou a desenvolver a organização até que, em 2014, abreviou seu nome para Estado Islâmico, proclamando, ao mesmo tempo, a fundação do seu próprio califado mundial. Como califa autoproclamado, Al-Baghadi reclama ter autoridade religiosa, política e militar sobre todos os muçulmanos do mundo. Autoridade, supostamente, inquestionável, uma vez que o Estado Islâmico afirma ter provas de que Al-Baghadi é um descendente direto do profeta Maomé.

Quais são os objetivos do EI?

Que a “sagrada bandeira do Estado Islâmico cubra de leste a oeste toda a face da Terra, trazendo para o mundo a verdade e a justiça do Islã, pondo fim à falsidade e à tirania do jahiliyyah (estado de ignorância)”. Em outras palavras, a submissão de toda a humanidade à sua interpretação radical e fundamentalista do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos.

Qual é a estratégia do EI?

Os atentados terroristas para intimidar as populações civis, forçando governos do mundo inteiro a tomar decisões radicais que podem ter efeitos indesejados nos seus próprios países, desestabilizando a política nacional e global. O projeto do governo francês de cassar a nacionalidade francesa de cidadãos binacionais envolvidos em atos terroristas é um bom exemplo dessas “decisões radicais” que estão provocando polêmica na França.

A mobilização de jovens muçulmanos em todo o mundo, através de operações de efeito espetacular, como os atentados de novembro de 2015 em Paris, utilizando a internet como ferramenta de divulgação em massa.

A polarização religiosa em todo o mundo, de modo que os muçulmanos de todas as nações se sintam oprimidos, afastando-se dos seus governos nacionais e aliando-se à causa do Estado Islâmico.

Como o grupo Estado Islâmico recruta seus membros?

Além de jovens do Magrebe e do Oriente Médio, já radicalizados por anos de guerra civil e conflitos político-religiosos, o Estado Islâmico recruta com relativa facilidade jovens europeus, principalmente muçulmanos, que, cumprindo pena na prisão por pequenos delitos, acabam se radicalizando em contato com os recrutadores. Outros, como no caso de Syed Farook e Tashfeen Malik, que mataram 14 pessoas em San Bernardino na Califórnia, em dezembro de 2015, não têm contato direto com o grupo, mas acabam cometendo atos terroristas por simpatia à causa.
 

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