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Atentado suicida dos talibãs deixa dois mortos e 15 feridos em Cabul

Nuvem de fumaça cobre região do restaurante Le Jardin
Nuvem de fumaça cobre região do restaurante Le Jardin AFP PHOTO/Wakil Kohsar

Dois afegãos, entre eles um menino de 12 anos, morreram, e outras 15 pessoas ficaram feridas em ataque suicida promovido pelos talibãs contra um restaurante francês de Cabul. O chefe da polícia judiciária da capital afegã, Fraidun Obaidi, e uma fonte ocidental confirmaram à AFP que o alvo do carro bomba era mesmo Le Jardin, que fica num bairro onde estão instaladas diversas ONGs estrangeiras.

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As forças de segurança isolaram a zona enquanto bombeiros e ambulâncias se dirigiam ao local da explosão. O prédio que abriga o restaurante ficou em chamas. O ministério da Saúde disse que feridos precisaram ser hospitalizados, mas não confirmou suas nacionalidades.

"Esta tarde (sexta-feira) realizamos um ataque contra um restaurante de invasores estrangeiros", afirmou no Twitter Zabiulah Mudjahid, porta-voz dos talibãs. De acordo com ele, vários estrangeiros morreram ou foram feridos no atentado, mas os insurgentes costumam exagerar o número de vítimas de seus ataques. Os talibãs atacam frequentemente as tropas afegãs e as da Otan, assim como hotéis e restaurantes frequentados por estrangeiros.

Incerteza sobre negociações de paz

Este primeiro atentado do ano em Cabul ocorre pouco mais de uma semana depois de uma importante reunião entre China, Estados Unidos, Paquistão e Afeganistão, destinada a criar um plano de ação para retomar as negociações de paz com os talibãs, interrompidas no ano passado. A partir da segunda metade de 2015, os rebeldes lançaram uma grande ofensiva pelo Afeganistão que, de acordo com especialistas, visaria reforçar a posição do movimento na mesa de negociações.

Há poucos dias, o chefe do exército paquistanês, o general Raheel Sharif, visitou Cabul para preparar o terreno para novas tratativas com os insurgentes. As duas partes concordaram em manter uma primeira rodada de diálogo em 11 de janeiro. O Paquistão, que historicamente apoiou os talibãs, acolheu uma primeira rodada de negociações em julho, mas depois do anúncio da morte do mulá Omar, líder dos talibãs, o processo foi suspenso.

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