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Crise / Arábia Saudita / Irã

Rússia oferece mediação na crise diplomática entre iranianos e sauditas

O presidente russo, Vladimir Putin, aliado dos regimes sírio e iraniano.
O presidente russo, Vladimir Putin, aliado dos regimes sírio e iraniano. REUTERS/Mikhail Klimentyev

A Rússia se ofereceu nesta segunda-feira (4) como intermediária na disputa entre Arábia Saudita e Irã. "A Rússia está disposta a atuar como intermediária entre Riad e Teerã", disse uma fonte do ministério das Relações Exteriores, sem entrar em detalhes sobre o papel que poderia ser desempenhado por Moscou. A Rússia é aliada do Irã e da Síria nos conflitos no Oriente Médio.

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A crise diplomática entre os países sunitas do Golfo e o Irã, maior país xiita da região, foi provocada pela execução do clérigo xiita Nimr Baqer al-Nimr, ocorrida no último sábado (2), na Arábia Saudita. Crítico da monarquia saudita, ele foi condenado à pena de morte pelo regime de Riad acusado de "terrorismo antiárabe". Desde então, seguidores da corrente xiita do Islamismo, revoltados com o que consideram uma grave agressão, incendiram duas representações diplomáticas sauditas no Irã e fizeram protestos em vários países da região.

O reino do Bahrein também rompeu nesta segunda-feira (4) as relações diplomáticas com o Irã, menos de 24 horas depois da Arábia Saudita ter anunciado a mesma medida, informou a agência oficial de notícias BNA. O Bahrein, que mantém relações estreitas com a Arábia Saudita, ordenou a todos os diplomatas iranianos que abandonem o reino "em 48 horas", completou a agência.

Execução exacerba ânimos de sunitas e xiitas no Oriente Médio

No Iraque, atentados a bomba visaram hoje duas mesquitas sunitas no centro do país. O líder xiita radical iraquiano Moqtada Sadr convocou novas manifestações em todo o país. Um religioso sunita também foi abatido por homens armados na cidade de Iskandariy.

As relações entre Arábia Saudita e Irã passam por constantes altos e baixos desde a revolução iraniana de 1979, que acabou com a monarquia do xá e instaurou a República Islâmica.

As duas potências regionais também se enfrentam pelas crises na Síria, Iraque e Iêmen, com trocas de acusações sobre ambições expansionistas.

Depois da execução do clérigo xiita, e das manifestações no Irã, o governo dos Estados Unidos pediu às autoridades do Oriente Médio a adoção de medidas para apaziguar a situação.

Antes do rompimento das relações entre os dois países, os governos dos Estados Unidos, França, e Alemanha, assim como a União Europeia e a ONU já haviam manifestado preocupação com o aumento da tensão em uma região afetada por conflitos e guerras.

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