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Bomba H / Radiação / Sanções

Japão não detecta radiação após teste nuclear da Coreia do Norte

Manifestante queima cartaz com imagens do líder norte-coreano Kim Jong-un durante protesto anti-Coreia do Norte no centro de Seul, em 7 de janeiro de 2016.
Manifestante queima cartaz com imagens do líder norte-coreano Kim Jong-un durante protesto anti-Coreia do Norte no centro de Seul, em 7 de janeiro de 2016. REUTERS/Kim Hong-Ji

O Japão informou nesta quinta-feira (7) que não detectou mudanças nos níveis de radiação em seu território, depois do anúncio da Coreia do Norte de que testou com sucesso uma bomba de hidrogênio. O resultado foi o mesmo após os três testes nucleares anteriores de Pyongyang, em 2006, 2009 e 2013.

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Os testes nucleares e os lançamentos de mísseis de Pyongyang expõem o Japão a um risco de contaminação radioativa, consequência dos ventos que seguem da península coreana para o arquipélago. "Não aconteceu nenhuma mudança particular até o momento nos níveis de radiação", afirma um comunicado da Autoridade Nuclear Reguladora do Japão.

Três aviões da Força Aérea japonesa recolheram mostras no ar e 300 centros de controle participaram nas tarefas de verificação em todo o país. Novos voos devem acontecer nesta quinta-feira. Os resultados serão anunciados na sexta-feira.

EUA e Coreia do Sul estudam novas sanções

Os presidentes dos Estados Unidos e da Coreia do Sul prometem impor sanções mais duras contra a ditadura comunista, em represália ao teste com a bomba H. Em comunicado, o governo sul-coreano disse que Barack Obama e Park Geun-Hye conversaram 20 minutos por telefone e decidiram avançar as discussões sobre sanções mais firmes e completas contra Pyongyang. Para isso, devem propor um texto para ser adotado pelo Conselho de Segurança da ONU.

Reunido ontem, os 15 membros do Conselho anunciaram que irão elaborar "medidas adicionais significativas" para inclusão em uma nova resolução. As negociações deverão durar vários dias.

Especialistas desconfiam que a miniatura da bomba H não seria tão sofisticada como defendeu o regime norte-coreano, devido à energia produzida pelo teste.

Nas ruas de Seul, um boneco representando o líder norte-coreano Kim Jong-un foi queimado. Os Estados Unidos dispõem atualmente de 28.500 soldados na Coreia do Sul, considerado um aliado-chave de Washington na Ásia.

O governo sul-coreano decidiu retomar a partir de sexta-feira a campanha de propaganda contra o regime vizinho, que é realizada por meio de mensagens difundidas por alto-falante na fronteira entre os dois países. Seul utilizou esse recurso em agosto passado, provocando, na época, ameaças de retaliação militar de Pyongyang.

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