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Turquia/ataque

Maioria das vítimas do atentado suicida em Istambul são turistas estrangeiros

Pelo menos dez pessoas morreram e 15 ficaram feridas em uma explosão nesta terça-feira (12) na praça Sultanahmet.
Pelo menos dez pessoas morreram e 15 ficaram feridas em uma explosão nesta terça-feira (12) na praça Sultanahmet. REUTERS/Murad Sezer

Das 10 vítimas que morreram em um atentado suicida nesta terça-feira (12) na praça Sultanahmet, em Istambul, a maioria são turistas estrangeiros, segundo o vice-primeiro-ministro turco Numan Kurtulmus.

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Com informações de Fernanda Castelhani, correspondente da RFI em Istambul

O kamizake, que ainda não foi identificado como um homem ou uma mulher, "é uma pessoa de origem síria, de 27 anos", disse o presidente Recep Tayyp Erdogan durante um discurso em Ancara. Entre os mortos estão seis turistas alemães. De acordo com a chanceler Angela Merkel, trata-se de um grupo que participava de uma excursão.

As autoridades de segurança acreditam que, desta vez, o ataque não foi motivado por questões políticas internas, já que turistas e civis foram alvos, e não grupos partidários, como nos demais atentados recentes aqui na Turquia. Mas, como no de outubro, em Ancara, quando mais de cem pessoas morreram, desta vez, o grupo Estado Islâmico (EI) também está sendo apontado como suspeito. O governo, aliás, ja confirmou que o autor do atentado pertence ao grupo jihadista. 

Não há informações sobre brasileiros entre as vítimas

Como de costume, o governo impôs um bloqueio à divulgação de dados na imprensa, mas o que se sabe, até agora, é que, entre os mortos, há oito estrangeiros, sendo seis alemães, um peruano e um norueguês. O Consulado do Brasil em Istambul confirmou que, até o momento, não há informação de brasileiros entre as vítimas. A representação diplomática de Brasília também aconselhou aos turistas e à comunidade brasileira residente na cidade evitem a região do atentado. 

A explosão aconteceu por volta das 10h18 da manhã, perto da basílica de Santa Sofia e da Mesquita Azul, os dois monumentos mais visitados da maior cidade do país. A violenta explosão chegou a ser ouvida na praça Taksim, a quilômetros de distância, e visava nitidamente turistas estrangeiros.

"O ataque foi tão forte que o chão tremeu", disse uma turista que estava presente no local. “Fugi com minha filha e nos refugiamos em um prédio próximo”, contou. "Foi assustador."

O ataque acontece em um momento de tensão na Turquia: o país está em alerta máximo desde o atentado da estação central de Ankara, em outubro, atribuído ao grupo Estado Islâmico, que deixou 103 mortos e mais de 500 feridos. Em janeiro de 2015, uma mulher-bomba também acionou seu cinturão de explosivos em frente a uma delegacia do bairro de Sultanahmet, matando um policial.

O regime turco, acusado de conivência com os rebeldes radicais sírios, se uniu no verão passado à coalizão internacional que combate o grupo Estado Islâmico, e desde então tem participado ativamente da prisão de vários jihadistas, tornando um dos alvos do grupo. Sua situação geográfica, já que o país faz fronteira com a Síria, facilita a ação dos combatentes.

Alemanha pede que cidadãos evitem atrações turísticas em Istambul

O Ministério das Relações Exteriores Alemão recomendou à população que evitasse os pontos turísticos em Istambul. O primeiro-ministro Ahmet Davutoglu também convocou uma reunião de crise em Ancara com os principais responsáveis pela segurança no país.
 

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