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Coalizão quer aproveitar recuo de EI para atacar núcleos na Síria e Iraque

Ministros da Defesa da coalizão contra o grupo EI, reunidos em Paris (20/01/16).
Ministros da Defesa da coalizão contra o grupo EI, reunidos em Paris (20/01/16). REUTERS/Jacky Naegelen

A coalizão militar internacional que luta contra o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque quer aproveitar o "retrocesso" dos extremistas para suprimir seus "centros de poder em Raqa e Mossul", anunciaram Estados Unidos e França nesta quarta-feira (20) em Paris.

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Ao fim da reunião, os ministros da Defesa dos países mais envolvidos na coalizão (Estados Unidos, França, Reino Unido, Austrália, Alemanha, Itália e Holanda) se congratularam por estarem fazendo o grupo EI perder terreno e por terem afetado suas fontes de renda. "

É o momento de aumentar nossos esforços coletivos", declarou o ministro francês Jean-Yves Le Drian em coletiva de imprensa conjunta com o homólogo americano, Ashton Carter, que detalhou os três principais objetivos da coalizão: "destruir o câncer do grupo, suprimindo seus centros de poder em Raqa e Mossul, lutar contra as metástases desse tumor no mundo e proteger as populações de nossos países".

Novo pedido para que Rússia revise estratégia na Síria

Nessa perspectiva, Estados Unidos e França pediram novamente à Rússia que concentre seus bombardeios nas instalações dos jihadistas e que pare de atacar os grupos da oposição armada na Síria.

As potências ocidentais acusam a Rússia, que intervém na Síria em apoio ao regime do presidente Bashar al Assad, de dirigir seus ataques principalmente contra a rebelião síria que poderia participar em uma solução negociada do conflito.

A proposta de uma grande coalizão única, feita pela França no ano passado, foi descartada, embora Paris e Moscou tenham retomado diálogo sobre os aspectos militares dos bombardeios.

Rússia dá sinais de querer colaborar

Após reunir-se em Zurique com seu homólogo norte-americano John Kerry, o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, deu provas de boa vontade ao afirmar que "o processo diplomático começará logo". Segundo ele, a Rússia está "disposta" a uma coordenação "mais estreita" com a coalizão dirigida pelos Estados Unidos a fim de garantir a segurança das entregas de ajuda humanitária na Síria.

Os Estados Unidos convidaram os ministros da defesa dos 26 países que integram a coalizão para uma reunião em Bruxelas "dentro de três semanas".

(com informações da AFP)
 

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