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Zika vírus

OMS diz que vacina contra zika será lançada tarde demais

Biólogo realiza experimento em Monterrey, no México, com larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus.
Biólogo realiza experimento em Monterrey, no México, com larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus. Daniel Becerril/Reuters

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quarta-feira (9) que a fórmula de uma vacina contra o zika vírus deve ser estabelecida até maio. No entanto, especialistas brasileiros não acreditam que ela ficará pronta antes de três anos, um prazo tardio para combater a atual epidemia da doença.

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"Talvez, em três anos, nós teremos a vacina", declarou hoje em Genebra o professor Jorge Kalil, do Instituto de pesquisa Butantã, lembrando, no entanto, que esse prazo é muito otimista.

De acordo com a diretora-adjunta da OMS, Marie-Paule Kieny, será necessário ao menos um ano para o desenvolvimento do produto antes que ele possa começar a ser testado. "É possível que a vacina chegue muito tarde para a epidemia na América Latina", reiterou.

Três prioridades na pesquisa da vacina

Cientistas e autoridades sanitárias dos países que enfrentam a epidemia de zika estão reunidos desde segunda-feira (7) em Genebra para debater a pesquisa sobre uma vacina contra o vírus. O grupo definiu três prioridades para as pesquisas: desenvolver testes para outros vírus relacionados ao zika (como a dengue e o chikungunya), vacinas para mulheres em idade fértil e ferramentas inovadoras para o combate contra os mosquitos.

Por meio de um comunicado, a OMS informou que os moldes de uma vacina contra o zika deve ser estabelecido até o mês de maio. Além disso, a organização também pretende definir ferramentas de diagnóstico da doença até a metade de abril.

No total, 18 laboratórios e agências nacionais de pesquisa trabalham em uma vacina contra o zika. Até o momento, nenhum medicamento contra a doença foi testada em humanos.

O comitê de emergência da OMS também prevê se reunir na próxima semana para discutir a eficácia dos diferentes meios de controlar o Aedes aegypti, como inseticidas ou utilização de mosquitos geneticamente modificados.

1,5 milhão de pessoas contaminadas pelo zika no Brasil

O Brasil é o país que enfrenta a pior epidemia de zika, com cerca de 1,5 milhão de pessoas atingidas pela doença. Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti na América Latina, o zika provoca, na maioria dos casos, sintomas gripais benignos, como febre e dor no corpo.

Na terça-feira (8), a OMS aconselhou que as mulheres grávidas não viagem aos locais onde há epidemia de zika.

Ainda que a relação entre o vírus e a microcefalia não seja confirmada, o país registrou centenas de casos dessa mal formação cerebral em bebês cujas mães foram contaminadas.

Outras graves síndromes neurológicas, com a Guillain-Barré e a mielite estão comprovadamente relacionadas à transmissão do zika vírus.

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