Acessar o conteúdo principal

Ataque dos talibãs em Cabul deixa mais de 30 mortos e centenas de feridos

Forças de segurança afegãs no local do atentado
Forças de segurança afegãs no local do atentado REUTERS/Omar Sobhani

Ao menos 28 pessoas morreram e centenas ficaram feridas na explosão de um carro-bomba seguida por um intenso tiroteio nesta terça-feira (19) em Cabul, no primeiro ataque dos talibãs na capital afegã desde o início da sua "ofensiva de primavera".

Publicidade

O ataque aconteceu em um horário de grande movimento contra um edifício da Direção Nacional de de Segurança (NDS), a principal agência de inteligência do Afeganistão.

Os rebeldes islamitas reivindicaram a ação suicida com carro-bomba, uma tática utilizada com frequência contra as forças afegãs desde o início da insurreição em 2001, após a queda do regime talibã.

"Um dos terroristas detonou uma caminhonete repleta de explosivos em um estacionamento público próximo ao edifício governamental", disse o chefe de polícia de Cabul, Abdul Rahman Rahimi. "Vinte e oito pessoas morreram, a maioria civis. O segundo agressor foi morto após um tiroteio com as forças de segurança", completou.

Rahimi disse que o ataque deixou 183 feridos, mas o ministério da Saúde citou 330, muitos deles em estado grave. "Condenamos nos termos mais firmes o ataque terrorista desta manhã no bairro de Puli Mahmood Khan, em Cabul", afirma um comunicado da presidência afegã.

Talibãs recorrem com frequência a atentados suicidas

Os talibãs recorrem com frequência aos atentados suicidas contra a polícia, o exército e os serviços de inteligência, considerados pelos insurgentes como "lacaios" das forças estrangeiras presentes no Afeganistão.

A explosão foi tão potente que quebrou as janelas de prédios a vários quilômetros de distância e provocou uma fumaça espessa. Zabihula Mujahid, porta-voz habitual dos talibãs, afirmou que os combatentes conseguiram entrar no prédio da NDS.

Fontes do governo afegão não confirmaram a informação, mas correspondentes da agência France Presse ouviram tiros perto do complexo.

Os talibãs anunciaram na semana passada o início da "ofensiva de primavera", a Operação Omari, em homenagem ao fundador dos talibãs, o mulá Omar, que teve a morte anunciada no ano passado.

O movimento islamita advertiu que executaria "ataques de grande envergadura contra posições inimigas" durante a ofensiva, especialmente contra os 13 mil soldados da Otan presentes no país, dos quais o grupo rebelde exige a saída.

Negociações de paz

Na sexta-feira passada, os insurgentes atacaram Kunduz, grande cidade do norte do país, que conseguiram ocupar e controlar durante alguns dias em 2015.

O exército, que está sozinho na linha de combate desde o fim da missão de combate da Otan em 2014, conseguiu provocar o recuo dos talibãs em Kunduz.

Para tentar acabar com o conflito, o governo afegão tenta retomar as negociações de paz, paralisadas desde o ano passado, após o anúncio da morte do mulá Omar.

Além dos talibãs, que têm como novo líder o mulá Akhtar Mansur, as forças afegãs também enfrentam o grupo Estado Islâmico (EI), formado em parte por facções dissidentes talibãs e presente sobretudo no leste do país, na fronteira com o Paquistão.

Newsletterselfpromo.newsletter.text

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.