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Número recorde de países assina acordo sobre o clima na ONU

O presidente francês, François Hollande, foi o primeiro a assinar o acordo internacional sobre o clima na sede das Nações Unidas.
O presidente francês, François Hollande, foi o primeiro a assinar o acordo internacional sobre o clima na sede das Nações Unidas. TIMOTHY A. CLARY / AFP

Representantes de 175 países assinaram, nesta sexta-feira (22) em Nova York, o acordo climático internacional. O texto, fruto da conferência do clima de Paris (COP21), é uma nova etapa para tentar limitar a 1,5°C o aquecimento do planeta.

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“Nunca antes um número tão grande de países assinou um acordo internacional em um único dia", celebrou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, ao abrir a cerimônia em Nova York. Para ele, a data vai entrar para a história, já que o recorde anterior datava de 1982, quando 119 países assinaram a Convenção da ONU sobre direito marítimo.

O presidente francês, François Hollande, foi o primeiro chefe de Estado a assinar o documento redigido no ano passado em Paris. A China e os Estados Unidos, que estão entre os maiores poluidores do planeta, foram representados, respectivamente, pelo vice-primeiro-ministro Zhang Gaoli e o secretário de Estado John Kerry.

Os países que assinaram o acordo, nesse Dia Mundial da Terra, são responsáveis por mais de 93% das emissões de gases que provocam o efeito estufa e o aquecimento do planeta, segundo a ONG World Ressources Institute.

O texto engaja os signatários a limitar a alta da temperatura do planeta “bem abaixo de 2°C” e “continuar seus esforços” para que essa alta se limite a 1,5°C. Esse objetivo ambicioso exigirá da comunidade internacional muita força de vontade, além de centenas de milhares de dólares para garantir uma transição rumo ao uso de fontes de energias limpas.

Texto ainda tem que ser ratificado

Mas a assinatura é apenas a primeira etapa. O texto somente entrará em vigor quando 55 países responsáveis por menos 55% das emissões de gases poluentes tiverem ratificado o documento.

Treze pequenas nações altamente vulneráveis às mudanças climáticas (Fiji, Tuvalu, Maldivas, Belize, Barbados e Samoa) disseram que estavam dispostas a ratificar o acordo já nesta sexta-feira. Ban Ki-moon indicou que espera que todas as nações também concordem imediatamente em validar o texto, para "deixar claro para os governos e ao mundo dos negócios que é chegada a hora de intensificar as ações sobre o clima".

Dilma falou da crise brasileira durante seu discurso

A presidente brasileira, Dilma Rousseff, aproveitou a cerimônia de assinatura do Acordo do Clima para comentar a crise política no Brasil diante dos chefes de Estado e de Governo que participavam do evento. Dilma agradeceu a solidariedade que recebeu dos líderes estrangeiros e disse que os brasileiros saberão "impedir quaisquer retrocessos”.

A líder brasileira também assumiu o compromisso de assegurar a entrada em vigor do acordo  fechado durante a COP 21. Dilma ressaltou que o caminho pela frente “é ainda mais desafiador”, por exigir mudanças rumo a uma economia mais sustentável.

Mas a chefe de Estado frisou que o Brasil está determinado a intensificar as ações de mitigação (redução de gases de efeito estufa). A petista recordou o compromisso de diminuição de 37% dos gases até 2025 e 43% até 2030, tendo como base os índices registrados em 2005, e de chegar ao desmatamento zero na Amazônia.

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