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Síria/guerra

Bombardeio em Aleppo, na Síria, mata último pediatra da cidade

Consultório no hospital Al Qods, situado em bairro controlado por rebeldes, destruído em ataque das forças do governo
Consultório no hospital Al Qods, situado em bairro controlado por rebeldes, destruído em ataque das forças do governo (Foto: Reuters)

Com o fim do cessar-fogo, os combates voltaram com força total na Síria, matando centenas de civis. Nesta quarta-feira (28), pelo menos 27 pessoas, entre elas três crianças, morreram em um bombardeio contra o hospital Al Qods, situado em um bairro controlado pelos rebeldes, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

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O último pediatra que trabalhava na cidade e outros dois médicos foram mortos no ataque. Aleppo está a beira do desastre humanitário, segundo um comunicado divulgado pela Cruz Vermelha. "As explosões de morteiros e bombardeios de aviões que sobrevoam a cidade podem ser ouvidas por toda parte. Nenhum bairro está sendo poupado", diz Valter Gros, responsável da organização em Aleppo.

Outras 34 pessoas, todos civis, morreram em bombardeio aéreo que atingiu vários bairros rebeldes. De acordo com a agência oficial Sana, os tiros de morteiros deixaram outros 14 mortos em áreas controladas pelas forças de Baschar al-Assad.

Catástrofe humanitária

Para Jan Egeland, que preside o grupo de trabalho humanitário das Nações Unidas na Síria, a situação em Aleppo é “catastrófica”. Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores francês condenou o bombardeio na cidade, e pediu que o Conselho de Segurança da ONU reforce rapidamente a proteção de hospitais e outras infraestruturas.

Em apenas seis dias, 140 pessoas morreram na Síria, de acordo com o enviado especial da ONU ao país, Staffan de Mistura. Ele supervisiona as discussões em Genebra e estima que o acordo de para interromper os combates, que entrou em vigor no último dia 27 de fevereiro, estava "agonizando".

 

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