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Terrorismo

Afeganistão confirma a morte do mulá Akhtar Mansur pelos EUA

O mulá Akhtar Mansur, em foto de arquivo divulgada pelos talibãs.
O mulá Akhtar Mansur, em foto de arquivo divulgada pelos talibãs. REUTERS/Taliban Handout

Os serviços de inteligência afegãos confirmaram neste domingo (23) que o chefe dos talibãs, o mulá Akhtar Mansur, foi morto por drones norte-americanos. Na noite de sábado (21), os Estados Unidos anunciaram que um ataque aéreo na fronteira do Paquistão com o Afeganistão teria, "provavelmente", eliminado o líder.

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"O mulá Akhtar Mansur estava sendo monitorado há algum tempo. Ele foi morto por drones ontem", afirmou o comunicado dos serviços de inteligência do Afeganistão. Pouco depois, neste domingo, o chefe do executivo do país, Abdullah Abdullah, ratificou a informação.

Na noite de sábado, o Pentágono anunciou a ofensiva, ressaltando que o líder dos talibãs estava "provavelmente" morto. O ataque visou um carro, no qual Mansur viajava com outro homem, na fronteira do Afeganistão com o Paquistão.

Ameaça para civis e forças de segurança

Em nota, os Estados Unidos declararam que o extremista estava envolvido no planejamento de ataques, representando uma ameaça para os civis afegãos e para as forças de segurança afegãs e norte-americanas no país. Segundo Pentágono, o mulá era um obstáculo para a reconciliação entre o governo afegão e os talibãs, que estavam proibidos por seu líder de participar de negociações de paz.

O ataque foi realizado sob autorização do presidente norte-americano, Barack Obama. O presidente da Comissão das Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos classificou a morte de Mansur como "uma importante vitória na luta contra o terrorismo". Já o senador republicano Lindsay Graham pediu que Obama não retire as forças de coalizão do país enquanto as condições não forem "propícias".

Próximo de Osama bin Laden

Akhtar Mansur foi nomeado chefe dos talibãs em julho de 2015, após a revelação de que o fundador do grupo, o mulá Omar, estava morto há dois anos. Nascido nos anos 60 na província de Kandahar, ele foi nomeado em 2009 como adjunto do conselho supremo dos talibãs, antes de ocupar o cargo de vice-mulá em 2010.

O líder também teve responsabilidades militares no movimento talibã e foi ministro da Aviação Civil e dos Transportes no regime que dirigiu o país de 1996 até 2001. Desde então, figurava na lista de pessoas procuradas pelas Nações Unidas por suas atividades junto aos talibãs e também por ser próximo de Osama bin Laden.

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