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Iraque

Cerca de 30 mil civis fugiram da cidade Faluja em três dias

Moradores de Faluja eram utilizados como escudos humanos pelo grupo Estado Islâmico.
Moradores de Faluja eram utilizados como escudos humanos pelo grupo Estado Islâmico. Reuters

Os combates na cidade iraquiana de Faluja levaram pelo menos 30 mil civis a fugir nos últimos três dias. A informação foi divulgada neste domingo (19) pelo Conselho Norueguês de Refugiados (NRC), que teme uma catástrofe humanitária.

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O movimento populacional é resultado do avanço das forças iraquianas, que na última quinta-feira (16) retomaram o controle de várias áreas do centro de Faluja, na província de Al-Anbar, a 50 km de Bagdá. A cidade estava até então nas mãos do grupo Estado Islâmico.

Antes desta ofensiva, milhares de civis se viram presos na cidade, reduto extremista sob cerco das forças iraquianas há meses. Os moradores eram frequentemente utilizados como "escudos humanos" pelos jihadistas.

Exôdo de 32 mil pessoas em um mês

De acordo com o NRC, 32 mil pessoas deixaram a cidade desde o início da ofensiva, há um mês. Apenas nos últimos três dias, 30 mil civis deixaram Faluja. Segundo as autoridades iraquianas, muitos membros do grupo Estado Islâmico conseguiram escapar da cidade misturados aos civis.

O NRC teme que iraquianos que ficaram em Faluja sejam os mais vulneráveis - mulheres grávidas, idosos e deficientes - incapazes de fugir. Ainda não há um balanço de quantas pessoas permaneceram na cidade.

A Ong fez um apelo neste domingo a Bagdá. "Pedimos ao governo iraquiano que assuma o comando desta catástrofe humanitária que está se desenrolando diante dos nossos olhos", afirmou o diretor do CNR para o Iraque, Nasr Muflahi.

Em janeiro de 2014, cinco meses após lançar sua grande ofensiva, o grupo Estado Islâmico tomou a cidade de Faluja. Desde então, pelo menos 3,4 milhões de pessoas deixaram o Iraque.

Forças iraquianas recuperam principal hospital de Faluja

As forças iraquianas seguem avançando em Faluja. Ontem o exército do país anunciou que conseguiu eliminar as minas terrestres e retomar dos jihadistas o principal hospital da cidade.

Segundo o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, restam poucos focos de resistência jihadista. No entanto, o grupo Estado Islâmico ainda controla os bairros ao norte da cidade.

Abadi prometeu livrar o Iraque dos jihadistas antes do final de 2016.

(Com informações da AFP)

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