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Festival/China/Polêmica

China abre festival de carne de cachorro e provoca revolta internacional

Sob protestos de ativistas dos direitos animais, a cidade de Yulin, no sul da China, deu início a seu festival anual de carne de cachorro nesta terça-feira.
Sob protestos de ativistas dos direitos animais, a cidade de Yulin, no sul da China, deu início a seu festival anual de carne de cachorro nesta terça-feira. REUTERS/Tony Gentile

O mais famoso festival de carne de cachorro abriu nesta terça-feira (21), na China, em meio a protestos. Mais de 10 mil cachorros são abatidos durante a festa e, segundo organizações de defesa dos animais, de maneira cruel e violenta. Eles afirmam que muitos animais são cozidos ainda vivos.

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“O mercado da carne de cachorro está em alta em Dongkou. Mas existem dois tipos de consumidores: aqueles que realmente apreciam esse tipo de carne e outros que consomem o produto como forma de reafirmação política e para contrariar os militantes”, afirmou Peter Li, especialista em China da ONG Humane Society International (HSI), que tem sede nos Estados Unidos.

A segurança foi reforçada nas redondezas do festival para evitar o confronto entre os açougueiros e militantes. “Policiais à paisana estão espalhados pelo local para garantir a segurança, principalmente de pessoas que vêm de fora da cidade”, explica Li.

Vendedor fuma perto de estande que vende carne de cachorro no festival chinês que comomora o solstício de verão.
Vendedor fuma perto de estande que vende carne de cachorro no festival chinês que comomora o solstício de verão. REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Petição encaminhada ao presidente chinês pede suspensão da festa

O evento é organizado para comemorar o solstício de verão, apesar da petição encaminhada pela HSI ao presidente chinês Xi Jinping, com mais de 11 milhões de assinaturas pedindo a suspensão do festival. Alguns veículos de comunicação da China defenderam a realização da festa, como o jornal Global Times, que classificou em seu editorial como “extremismo cultural” as manifestações dos protestantes contrários ao evento.

“Os ocidentais exigem que os não-ocidentais modifiquem seus hábitos alimentares porque eles estimam que suas culturas e sensibilidades merecem mais respeito do que os hábitos e costumes dos outros”, disse o periódico, no texto publicado na semana passada.

A carne de cachorro é consumida durante todo o ano em Yulin, como em diversas outras regiões no sul da China, sem suscitar as mesmas reprovações internacionais. Alguns moradores acreditam que os protestos acabam gerando um efeito ainda pior, porque motivam algumas pessoas a comerem carne de cachorro para reforçar o direito a fazê-lo e desafiar os manifestantes.

(com informações da AFP)

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