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Diplomacia

“Madrinha” da COP-21 entra na corrida pela chefia da ONU

Christiana Figueres, secretária-executiva da ONU para Mudanças Climáticas.
Christiana Figueres, secretária-executiva da ONU para Mudanças Climáticas. CMNUCC

A corrida pela sucessão no posto de secretário-geral da ONU ganhou um nome de peso nesta quinta-feira (7). A Costa Rica oficializou a candidatura da diplomata Christiana Figueres, secretária-executiva do painel da ONU para Mudanças Climáticas (UNFCCC) e uma das principais arquitetas do Acordo de Paris, fruto da COP21, a conferência do clima ocorrida na capital francesa em dezembro passado.

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O mandato do atual secretário-geral, Ban Ki-moon, se encerra em 31 de dezembro de 2016. A disputa pelo sucessor no cargo está lançada e já conta com 12 candidatos.

A metade da lista é formada por mulheres e, se uma delas for eleita, será a primeira a vez que as Nações Unidas não serão chefiadas por um homem. A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, e a ministra argentina das Relações Exteriores, Susana Malcorra, são algumas das que concorrem.

“Poucas mulheres como Christiana poderão desempenhar este cargo tão relevante com tanta atenção e devoção à humanidade”, declarou o presidente costa-riquenho, Luis Guillermo Solís. Seu país pode não ser dos mais representativos da ONU, mas Figueres foi uma das mulheres de maior destaque no ano passado, ao comandar com determinação a formação, a negociação e a adesão ao acordo climático, considerado histórico por engajar 195 países em um compromisso global contra as mudanças climáticas.

As organizações ecologistas saudaram a candidatura dela e esperam que a redução das emissões de gases de efeito estufa ganhe um impulso em caso de vitória de Figueres.

Procedimento inédito nesta eleição

Esta eleição tem uma particularidade: pela primeira vez desde a criação da ONU, em 1945, os candidatos estão sendo ouvidos um a um, em sessões informais no plenário da entidade. Não existe uma regra oficial para a nomeação do secretário-geral. Normalmente, o chefe das Nações Unidas é escolhido conforme a indicação e as negociações diplomáticas entre os países. Os votos do poderoso grupo chamado P5, formado pelas potências nucleares (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia), têm mais peso.

A alternância geográfica entre os cinco continentes costuma ser respeitada, embora não seja uma norma explícita. Dos 12 candidatos declarados, oito são do leste europeu, região que jamais elegeu um secretário-geral da ONU.

Com informações da AFP
 

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