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Turquia

Turquia prendre 103 generais e demite quase 9 mil funcionários

Entre os presos está o general Bekir Ercan Van(centro), comandante de uma base aérea turca usada por forças norte-americanas para lançar ataques sobre terroristas no Iraque e na Síria.
Entre os presos está o general Bekir Ercan Van(centro), comandante de uma base aérea turca usada por forças norte-americanas para lançar ataques sobre terroristas no Iraque e na Síria. Ihlas News Agency/Fatik Kece/via REUTERS

A Turquia anunciou nesta segunda-feira (18) que deteve 103 generais e almirantes por supostas ligações com a tentativa golpe de Estado, na última sexta-feira (15). Outra medida foi a demissão de 9 mil funcionários do ministério do Interior.

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Os generais e almirantes turcos presos estão sendo investigados por eventual participação na tentativa de golpe de Estado contra o presidente Recep Tayyip Erdogan, informou a agência de notícias pró-governo Anadolu. Eles pertencem a todas as subdivisões das Forças Armadas e estão espalhados por todo o país, segundo a agência, que publicou uma lista detalhada.

A Anadolu havia contabilizado no domingo à noite 70 generais e almirantes presos, incluindo o general Akin Oztürk, suspeito de ser um dos principais instigadores do levante, mas a lista aumentou na manhã desta segunda-feira.

As autoridades turcas multiplicaram as operações, com detenções de militares e juízes suspeitos de serem partidários do pregador Fethullah Gülen, um ex-aliado de Erdogan que o presidente acusa de estar por trás do golpe.

Além dos militares, o governo turco demitiu quase nove mil funcionários do ministério do Interior. No total, 8.777 pessoas, incluindo 30 altos oficiais, foram dispensados, segundo fontes do ministério do Interior citadas pela Anadolu.

"Vírus rebelde" deve ser eliminado, diz Erdogan

Erdogan declarou no domingo (17) que o "vírus" rebelde seria eliminado das instituições do Estado. As autoridades turcas pediram para que a população continue mobilizada ao mesmo tempo em que multiplicaram as prisões entre os membros do exército, da justiça e do governo.

Milhares de pessoas se reuniram novamente ontem à noite na praça Taksim, em Istambul, e na praça Kizilay, em Ancara, para manifestar apoio ao presidente Recep Tayyip Erdogan. O primeiro-ministro, Binali Yildirim, disse que durante o dia as pessoas devem ir trabalhar, mas, à noite, devem continuar a vigília em locais públicos.

Depois da tentativa de golpe, o governo recuperou o controle do país no sábado (16). O último balanço contabiliza 290 mortos entre rebeldes, civis e forças leais a Erdogan, além de mais de 1.400 feridos.

A comunidade internacional já advertiu Ancara contra uma repressão generalizada.

(Com informações da AFP)

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