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Indonésia recusa pedidos internacionais para suspender execuções iminentes

A Indonésia rejeitou apelos da ONU e da UE para renunciar à execução de 14 condenados à morte por narcotráfico.
A Indonésia rejeitou apelos da ONU e da UE para renunciar à execução de 14 condenados à morte por narcotráfico. REUTERS/Beawiharta

A Indonésia rejeitou nesta quinta-feira (28) os apelos da Organização das Nações (ONU) e da União Europeia (EU) para renunciar à execução de 14 condenados à morte por narcotráfico, incluindo vários estrangeiros. Um diplomata e um advogado indicaram que as execuções serão realizadas à noite.

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Os condenados, entre eles nigerianos, zimbabuanos, paquistaneses, indianos e indonésios, estão em regime de isolamento em Nusakambangan (sul), "a Alcatraz da Indonésia", uma prisão localizada em uma pequena ilha de Java, onde as execuções ocorrem geralmente depois da meia-noite (14h00 de Brasília).

As autoridades locais aceleraram os preparativos e ambulâncias transportando caixões foram vistas a caminho da penitenciária. Familiares dos condenados disseram ter sido informados que as execuções aconteceriam de noite.

O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, pediu na quarta-feira que a Indonésia desistisse das execuções. A União Europeia também pediu a Jacarta que acabe com a pena capital, "uma punição cruel e desumana".

Morte de brasileiro provocou duras críticas internacionais

Mas o porta-voz do ministério indonésio das Relações Exteriores, Arrmanatha Nasir, defendeu na terça-feira (16) as execuções, afirmando que se trata simplesmente de "aplicar as leis" do país. Em abril de 2015, a execução de oito homens - incluindo o brasileiro Marcos Archer Cardoso Moreira - condenados à pena capital por narcotráfico provocou duras condenações internacionais.

Entre os estrangeiros no corredor da morte na Indonésia estão o francês Serge Atlaoui e a filipina Mary Jane Veloso, ambos retirados no último momento da lista de execução do ano passado.

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