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Pena da morte

Irã enforca 20 sunitas em um dia; pena de morte bate recorde no país

O líder supremo iraniano Aiatolá Ali Khamenei, ao lado do presidente Hassen Rouhani.
O líder supremo iraniano Aiatolá Ali Khamenei, ao lado do presidente Hassen Rouhani. REUTERS

O Irã executou na forca em apenas um dia 20 membros de um grupo terrorista sunita, acusados de assassinatos e de ameaças à segurança nacional. Esta é uma das maiores execuções em massa no país, onde cerca de mil pessoas foram mortas pelo Estado em 2015 – um recorde nas últimas duas décadas, segundo a ONU.

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"Estas pessoas cometeram assassinatos (...) mataram mulheres e crianças, causaram destruição, atuaram contra a segurança nacional e mataram autoridades religiosas sunitas em regiões curdas", afirmou o procurador-geral Mohamad Javad Montazeri na televisão pública IRIB.

O ministério iraniano dos serviços de inteligência mencionou em comunicado 24 casos de ataques armados, explosões com bomba e roubos entre 2009 e 2012 cometidos pelo grupo "Tawhid e Jihad", que deixaram 21 mortos e quase 40 feridos no oeste do Irã.

Um total de "102 membros e partidários deste grupo foram identificados (...) alguns morreram em combates com a polícia, outros foram detidos. Alguns dos detidos foram condenados à morte e outros cumprem penas de prisão", acrescentou o governo.

O grupo também é acusado de ter assassinato em 2009 dois religiosos sunitas, entre os quais um representante legislativo local. Segundo o procurador-geral, os condenados seguiam a ideologia “takfiri”, termo usado para designar os grupos jihadistas ou islâmicos radicais sunitas.

Menores de idade no corredor da morte

Em julho de 2009, 24 traficantes de droga foram enforcados na prisão de Rajai-Shahr de Karaj, a oeste de Teerã. Algumas semanas antes, outros 20 foram executados na mesma prisão.

Tráfico de drogas, assassinato e estupro levaram ao enforcamento de 28 pessoas em 2008. Estes três crimes, além de roubo à mão armada e adultério são passíveis da pena de morte no Irã.

O país sofre críticas frequentes das Nações Unidas e de ONGs pela situação dos direitos humanos. Um relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU estima que 966 pessoas foram executadas em 2015 – colocando o Irã ao lado da China, Arábia Saudita e Estados Unidos entre os que mais utilizam a pena capital.

A Anistia Internacional afirma que o Irã é o país que mais executa menores de idade. Pelo menos 73 menores de idade teriam sofrido com a pena entre 2005 e 2015, e outros 160 estariam no corredor da morte.

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