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Centro australiano de refugiados registra abuso sexual e agressões

Refugiados em Nauru
Refugiados em Nauru Sipa

Mais de 2.000 incidentes, incluindo abusos sexuais, agressões e tentativas de ferimentos autoinfligidos, foram relatados em cerca de dois anos em um centro da Austrália para requerentes de asilo localizado em Nauru.

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De acordo com o jornal inglês “The Guardian”, em reportagem publicada nesta quarta-feira (10), mais da metade dos casos envolve crianças.

Documentos vazados e publicados pelo diário britânico voltaram a detalhar o nível dos abusos cometidos no centro do pequeno território de Nauru, um dos dois administrados pela Austrália em ilhas vizinhas do sul do Oceano Pacífico, e mostram mais uma vez que as crianças são as principais vítimas.

Os campos altamente protegidos e a política migratória severa da Austrália contra a chegada de barcos ilegais vêm sendo amplamente criticados pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por grupos de direitos humanos, que cobraram uma ação do governo após o vazamento dos documentos.

Ponta do iceberg

Um grupo de 26 ex-funcionários da ONG Save the Children divulgou um comunicado nesta quarta-feira dizendo que são os autores de muitos dos relatórios. Na nota, eles advertiram que os documentos são apenas "a ponta do iceberg".

Com base na política australiana, requerentes de asilo interceptados no mar são enviados a Nauru e a outra campo na Ilha Manus, em Papua-Nova Guiné, e informados de que nunca serão assentados na Austrália.

O número de refugiados que tentam chegar à Austrália é irrisório na comparação com a Europa, mas a imigração é um tema delicado no país há tempos. A política migratória linha-dura conta com apoio bipartidário, e o governo disse que está tentando confirmar se a polícia de Nauru verificou todos os relatos.

Abusos de guardas

"É importante notar que muitos dos relatos de incidentes refletem alegações sem confirmação", disse a porta-voz do Departamento de Imigração australiano. Os mais de 2.000 relatos de incidentes abrangem um período entre agosto de 2013 e outubro de 2015.

As crianças representam menos de 20% dos cerca de 500 detidos em Nauru. Houve 59 relatos de agressões a crianças no período e sete de abusos sexuais. Alguns alegam abusos de guardas contra crianças, e outros de homens desconhecidos.

Os relatos também apontam 30 incidentes de ferimentos autoinfligidos entre crianças e 159 de tentativas de ferimentos autoinfligidos envolvendo menores.
 

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