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Tailândia

Onze ataques a bomba deixam mortos e feridos em balneários da Tailândia

Policial tailandês impede acesso à área onde duas bombas explodiram na cidade turística de Huan Hin, na Tailândia.
Policial tailandês impede acesso à área onde duas bombas explodiram na cidade turística de Huan Hin, na Tailândia. MUNIR UZ ZAMAN / APF / AFP

Ao menos quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em 11 ataques a bomba contra locais turísticos na Tailândia. A onda de atentados começou na noite de quinta-feira e se estendeu até a manhã desta sexta-feira (12). As explosões atingiram cinco províncias tailandesas e não foram reivindicadas até o momento.

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No popular balneário de Hua Hin, ao sul da capital Bancoc, quatro explosões mataram duas pessoas e feriram dezenas. Outro atentado matou uma vendedora ambulante tailandesa e feriu 19 pessoas, incluindo dez turistas estrangeiros. Não há informação sobre brasileiros entre os feridos, apenas foi confirmado que há quatro holandeses, três alemães, dois italianos e um austríaco, segundo informações de consulados.

As duas explosões em Hua Hin ocorreram com trinta minutos de intervalo, perto de bares na zona de vida noturna da cidade, após as 22h locais. A primeira bomba explodiu diante de um pub, e a segunda em uma zona mais próxima da praia, onde estão vários bares e restaurantes frequentados por turistas.

Horas depois, na manhã de hoje, outro duplo atentado matou mais uma pessoa e feriu três em Hua Hin. O explosivo estava escondido em um canteiro de flores diante de uma delegacia. Já em Trang, também no sul do país, uma bomba em um mercado matou um cidadão tailandês. No balneário de Phuket, muito popular entre os turistas estrangeiros, outras duas explosões deixaram ao menos um ferido.

Hua Hin, principal alvo dos ataques, é um balneário frequentado por turistas estrangeiros e também por tailandeses. A cidade está lotada desde a quinta-feira, início do longo feriado na Tailândia, por ocasião no aniversário da rainha.

Polícia privilegia pista de "sabotagem local"

O chefe da junta militar tailandesa, general Prayut Chan-O-Cha, denunciou "uma vontade de semear o caos". O porta-voz da polícia local, Piyapan Pingmuang, disse não acreditar que sejam ataques terroristas, privilegiando a hipótese de "sabotagem local".

Na última década, a Tailândia registrou uma série de ataques com bombas caseiras, executados por insurgentes muçulmanos independentistas sem vínculos com o terrorismo internacional. Os rebeldes costumam agir apenas na região de fronteira com a Malásia, no extremo-sul do país. 

O último ataque de escala no país aconteceu em agosto de 2015, quando 20 pessoas, incluindo muitos turistas chineses, foram mortos na explosão de uma bomba em Bancoc. A ação nunca foi reivindicada, mas a hipótese mais provável, segundo a polícia, é a de um atentado executado por um grupo ligado à minoria muçulmana uigur na China. O julgamento dos dois principais suspeitos está marcado para começar em 23 de agosto, na capital.

Vários países, entre eles França, Estados Unidos e Grã-Bretanha, divulgaram comunicados aconselhando prudência a seus cidadãos em viagem na Tailândia.

O turismo é uma das principais fontes de receita da economia tailandesa. A junta militar no poder, desde o golpe de Estado de 2014, depende dessa atividade para governar o país e esperava receber 32 milhões de turistas neste ano.

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