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Julho de 2016 foi o mês mais quente em 137 anos de registros

Temperaturas bateram recorde em julho deste ano
Temperaturas bateram recorde em julho deste ano Reuters

Altas temperaturas no mundo todo fizeram de julho de 2016 o mês mais quente da Terra nos tempos modernos, estabelecendo um novo recorde para o calor global em 137 anos de medições, anunciaram cientistas do governo dos Estados Unidos nesta quarta-feira (17).

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O relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (Noaa) chega apenas dois dias depois que a agência espacial americana, a Nasa, divulgou seus dados climáticos, que também revelaram que julho quebrou recordes.

"Julho é normalmente o mês mais quente para o mundo, e o mês passado não decepcionou", afirma um resumo do relatório mensal da NOAA. "Julho de 2016 foi 0,87°C acima da média do século 20, quebrando o recorde registrado no ano passado de julho mais quente por 0,11°C".

Cientistas dizem que a tendência de calor está sendo impulsionada pela queima de combustíveis fósseis, e é agravada pelo fenômeno de aquecimento do oceano conhecido como El Niño, que chegou ao fim no mês passado.

"A temperatura média mundial sobre a superfície terrestre e oceânica para julho de 2016 foi a mais alta tanto para um mês de julho quanto para qualquer mês no registro de dados da temperatura global, que data de 1880", segundo a Noaa.

Julho de 2016 também marca o 15º mês consecutivo que bate recordes mensais de temperatura, "o período mais longo em 137 anos de registros".

Temperaturas escaldantes

O relatório constatou um calor acima da média na maior parte da Terra, com novos recordes observados em partes da Indonésia, sul da Ásia e Nova Zelândia.

Temperaturas escaldantes foram observadas em parte da região do Golfo, com vários locais em todo o Kuwait experimentando temperaturas superiores a 45º C. "A temperatura máxima foi registrada em Mitribah, no Kuwait, quando alcançou 52,5º C no dia 22", diz o comunicado.

No Bahrein, a temperatura média de 36º C foi a mais alta temperatura para julho no país desde o início dos registros nacionais em 1902. Nova Zelândia, Espanha e Hong Kong também foram excepcionalmente quentes.

Já os lugares que tiveram temperaturas perto da média ou mais frias do que o normal no mês passado incluem o noroeste dos Estados Unidos, Canadá oriental, sul da América do Sul, sudoeste da Austrália, centro-norte da Rússia, Cazaquistão e Índia.

As temperaturas dos oceanos também registraram um nível recorde, em meio a preocupações de que o aquecimento das águas está contribuindo para a disseminação do branqueamento de corais em todo o mundo.

A Noaa disse que as 13 maiores médias mensais da temperatura dos oceanos ocorreram todas nos últimos 13 meses.

Recordes de calor

Recordes de calor foram quebrados apesar de que o El Niño tenha terminado. Nem a tendência de aquecimento do fenômeno ou a tendência de esfriamento do La Niña prevaleceram no Oceano Pacífico tropical durante julho de 2016.

La Niña é "ligeiramente favorecida a se desenvolver durante agosto e outubro de 2016, com cerca de 55-60% de chance durante o outono e o inverno do hemisfério norte de 2016/17", disse a Noaa. Especialistas afirmam que 2016 está a caminho de se tornar o ano mais quente da era contemporânea.
 

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