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Turquia

Para analistas, Turquia vai libertar 38 mil prisioneiros por causa de crise carcerária

Militares acusados de participação no golpe frustrado de 15 de julho não serão beneficiados pela medida.
Militares acusados de participação no golpe frustrado de 15 de julho não serão beneficiados pela medida. REUTERS/Kenan Gurbuz

A Turquia vai libertar 38 mil prisioneiros, mas nenhum envolvido na tentativa de golpe de Estado de 15 de julho será beneficiado pela medida. Apenas os detentos condenados por delitos comuns, cometidos antes de primeiro de julho, serão libertados antecipadamente.

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A decisão não é um anistia, esclareceu nesta quarta-feira (17) o ministro turco da Justiça, Bikir Bozdag, pelo Twitter. Estão excluídos os assassinos, traficantes, terroristas, e os supeitos de violação contra a segurança e os segredos de Estado.

Essa é a primeira de uma série de libertações em massa. O governo não deu nenhuma explicação oficial, mas a medida visaria solucionar a crise carceraria no país. Os presídios turcos ficaram superlotadas com o expurgo que mandou para a cadeia 35 mil opositores do presidente Recep Tayyip Erdogan, supeitos de terem participado do golpe fracassado.

As prisões arbitrárias de partidários do ex-imã turco Fethullah Gulen, radicado nos Estados Unidos e acusado por Ancara de ser o idealizador do levante, foram duramente criticadas principalmente pela União Europeia. As autoridades turcas garantem que dos 35 mil opositores detidos, 11.600 já foram libertados.

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