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Brasil-Mundo

Brasileiro Alberto Miná faz sucesso lutando MMA em Hong Kong

Áudio 03:23
Em julho, brasileiro venceu a 13ª luta da carreira e está invicto
Em julho, brasileiro venceu a 13ª luta da carreira e está invicto Divulgação

Há mais de dez anos longe do Brasil e já tendo morado na Inglaterra, na Grécia e nos Emirados Árabes Unidos, o atleta do MMA Alberto Miná não imaginava que viveria em Hong Kong um momento tão promissor para sua carreira.

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Paraíbano de Campina Grande, Miná compete na categoria peso meio-médio na elite do MMA (sigla em inglês para Artes Marciais Mistas) e está invicto com 13 vitórias. Em 2014, assinou contrato com o UFC, maior evento de artes marciais do mundo. Em sua primeira luta nos Estados Unidos no último mês, derrotou o veterano Mike Pyle, em Las Vegas.

Foi em uma passagem por Hong Kong e um treino descompromissado em uma academia cinco estrelas da cidade que Miná recebeu a proposta de trabalho que o trouxe de vez para a Ásia. Hoje, ele integra o time de instrutores da Epic MMA no território chinês. O carioca Rodrigo Medeiros, quatro vezes medalhista de ouro nos Jogos Panamericanos no judô e três vezes campeão brasileiro de Jiu Jitsu, faz parte da mesma equipe.

"O que realmente atrai os brasileiros para Hong Kong é o poder financeiro da cidade. Eu falo mais dos instrutores de artes marciais, no caso, do jiu jitsu brasileiro que tem um mercado muito promissor na Ásia e que está começando a crescer agora. Tem muito brasileiro se mudando para cá para dar aula. Atleta é um pouco mais complicado", afirma Miná.

Quando tem luta marcada, ele voa para a Califórnia. Lá, junto com outros lutadores brasileiros, se dedica a um preparo específico para competições de alto nível. No território chinês, ele tem dificuldade em encontrar um parceiro de treino do mesmo porte. Enquanto os asiáticos se destacam no muay thai e no boxe, ele tem menos opções de adversários no judô e no Jiu Jitsu, em que é faixa preta.

Medicina chinesa

Desde que se mudou há quatro anos, o lutador aderiu à medicina chinesa e passou a usar  acupuntura e ventosoterapia para melhorar o condicionamento físico e a recuperação de lesões. "Dos países da Ásia que eu visitei, Hong Kong, apesar de ter um custo de vida alto, é o que acolhe melhor", confirma. Além da oportunidade de se instalar em um mercado relativamente novo e com grande demanda, a segurança e a logística da cidade também são vistas como vantagens em relação ao Brasil.

Miná começou a treinar judô dentro de um projeto social, quando criança e, em 2005, se tornou profissional. Ao longo da carreira, teve que trabalhar dobrado para financiar suas competições com dinheiro do próprio bolso. O lutador confessa que é um “atleta de judô um pouco frustrado”. Seu sonho era chegar numa Olimpíada, mas acabou migrando para o MMA. Aos 34 anos, além de conciliar a vida profissional como instrutor e lutador, ele está à frente do Projeto Social Alberto Miná em sua cidade natal, que ensina artes marciais para 200 crianças carentes.

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