Acessar o conteúdo principal
Síria/Armas químicas

França conclama ONU contra armas químicas na Síria

REUTERS/Bassam Khabieh

O chefe da diplomacia francesa, Jean-Marc Ayrault, denunciou nesta quinta-feira (25) a utilização de armas químicas pelo regime de Damasco na guerra civil da Síria, conclamando o Conselho de Segurança da ONU a tomar uma “atitude à altura da gravidade” dos fatos.

Publicidade

O regime de Bashar Al-Assad e o grupo Estado Islâmico “dão provas da mesma abjeção quando se trata de aterrorizar e massacrar a população síria de maneira sistemática”, declarou Ayrault no dia seguinte à publicação de um relatório da ONU que responsabiliza o regime de Damasco por dois ataques químicos e o grupo Estado Islâmico por um ataque com gás mostarda, em 2014 e 2015.

“A utilização de armas químicas, que as autoridades sírias haviam prometido proscrever (...) é uma abominação que ilustra o papel esmagador do regime de Bashar Al-Assad na deterioração da situação na Síria”, declarou Ayrault.

Uma investigação da ONU apontou que o exército sírio executou ao menos dois ataques de gás de cloro em 2014 e 2015 em duas localidades da província de Idlib, no noroeste do país. O grupo terrorista Estado Islâmico utilizou, por sua vez, o gás mostarda em Marea, no norte da Síria, em 21 de agosto de 2015.

Cloro não é considerado arma química

O relatório da ONU foi publicado quase exatamente três anos depois de um ataque químico que havia matado centenas de pessoas ao leste de Damasco no dia 21 de agosto de 2013.

Depois daquele massacre, a Síria assinou a Convenção de Interdição de Armas Químicas, aceitando um plano de destruição dos seus estoques de gás mostarda e sarin.

Em janeiro passado, a Organização pela Interdição de Armas Químicas (OIAC) anunciou que o arsenal sírio havia sido destruído. O cloro, entretanto, que é usado industrialmente, não fora repertoriado como arma química.
 

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.