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China/G20

Temer promete "crescimento zero do gasto público" em reunião do Brics

Presidente Michel Temer durante encontro informal do BRICS em Hangzhou, antes do início do encontro do G20.
Presidente Michel Temer durante encontro informal do BRICS em Hangzhou, antes do início do encontro do G20. Clauber Cleber Caetano

O presidente brasileiro, Michel Temer, participou neste domingo (4) de uma reunião informal de líderes do Brics − grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul −, pouco antes da abertura oficial da cúpula do G20, em Hangzhou, no leste da China. Em um discurso lido, Temer afirmou que o novo governo está promovendo "um amplo ajuste fiscal e sustentável".

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O presidente disse que irá estabelecer, com apoio do Congresso, um teto constitucional para o aumento das despesas governamentais. Por outro lado, o peemedebista prometeu "crescimento real zero do gasto público" para reduzir a dívida brasileira.

Temer voltou a falar sobre sua "ambiciosa agenda de reformas estruturais", com o objetivo, segundo ele, de elevar a produtividade da economia e gerar um ambiente de negócios mais favorável no Brasil. Ele explicou que fará isso por meio de concessões nas áreas de transporte, infraestrutura e energia.

Aos líderes do Brics, Temer martelou o que a delegação brasileira, incluindo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, tem dito aos interlocutores nessa visita à China: há sinais de retomada da confiança na economia brasileira.

Argentina proclama fim do isolamento internacional

O presidente argentino, Mauricio Macri, proclamou neste sábado (3) à margem da reunião de cúpula do G20 o "fim do isolamento" da Argentina após a era de Cristina Kirchner, e pediu ao seu colega chinês, Xi Jinping, o equilíbrio nas relações comerciais entre os dois países.

"Na Argentina, começou uma nova etapa porque deixamos para trás uma década de isolamento do mundo para apostar em ciclos virtuosos de investimentos", disse Macri no fórum econômico que precedeu a cúpula de chefes de estado e de governo do grupo das 20 maiores economias do mundo.

Cúpula tenta combater morosidade da economia mundial

O primeiro encontro do G20 na China tem como principal objetivo discutir medidas para reativar a economia mundial, que atravessa uma fase de baixo crescimento, com países importantes em recessão, como é o caso do Brasil.

Na pauta econômica e financeira, as metas são relançar o comércio mundial, combater a evasão fiscal e o financiamento do terrorismo. Os líderes do G20 também dão impulso à luta contra o aquecimento global. A ratificação, neste sábado (3), do acordo global sobre o clima pelos Estados Unidos e a China deve levar outras nações a seguir o mesmo caminho.

Obama discute com russos acordo sobre a Síria

Os problemas de segurança internacional são tratados à margem do encontro. Neste domingo, o presidente americano, Barack Obama, confirmou que Estados Unidos e Rússia negociam um acordo para pôr fim à guerra na Síria.

"É um assunto muito complicado", reconheceu Obama. "De um lado, o regime de Bashar al-Assad mata seus cidadãos impunimente, com o apoio dos russos e iranianos. Tentar reunir essas forças em uma estrutura de negociações coerente é difícil [...] mas estamos conversando com os russos", afirmou o presidente americano em fim de mandato. Rússia e Estados Unidos apoiam campos opostos no conflito sírio, que começou em março de 2011 e já deixou mais de 290 mil mortos, segundo a ONU.

Em Hangzhou, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse que a Europa está praticamente no limite de sua capacidade para acolher refugiados. O líder polonês incentiva a comunidade internacional a assumir suas responsabilidades.

São membros do G20: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia. Seus membros representam, aproximadamente, 72% do comércio mundial, 85% do produto interno bruto e dois terços da população do planeta.

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