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Solução para a Síria está nas mãos de EUA e Rússia, diz brasileiro na ONU

Áudio 08:00
Paulo Sérgio Pinheiro.
Paulo Sérgio Pinheiro. DR

Uma solução para a guerra da Síria, que já causou cerca de 300 mil mortes em mais de cinco anos, ainda parece distante. Mas para o cientista político Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da Comissão Internacional de Investigação sobre a Síria junto às Nações Unidas, houve avanço nas negociações.

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Para ele, os progressos foram importantes a partir do final do ano passado, com a criação do grupo de Viena, com cerca de 35 países buscando uma solução para o conflito. “Nenhum país influente está fora dessa iniciativa”, diz Pinheiro. “Com base nisso, houve uma cessação de hostilidades e um melhor acesso humanitário. Não há saída fora disso”, completa.

O centro da negociação, para o diplomata, está entre os Estados Unidos e a Rússia. “O chanceler Serguei Lavrov e o secretário de Estado John Kerry têm se encontrado repetidamente. Infelizmente, a chave para o término dessa guerra está nas mãos destes dois países”, afirma Pinheiro, que também é professor titular da USP.

Fotos de crianças feridas

A recente divulgação das fotos de uma criança síria atingida pelos escombros de uma bomba não seria o suficiente para reverter a situação no país. “Infelizmente, isso não tem efeito direto. Se fotografia tivesse efeito, a guerra já teria terminado”, diz Pinheiro.

Nesta entrevista, Paulo Sérgio Pinheiro fala também sobre a denúncia do jornal The Guardian, segundo a qual a ONU teria continuado a fazer contratos com Bashar al-Assad durante a guerra, apesar do embargo internacional à Síria. Ele também comenta a credibilidade dos dados do Observatório Sírios dos Direitos Humanos, além do impeachment no Brasil, que ele considera um “golpe de Estado parlamentar”.

Clique na foto acima para ouvir a entrevista completa.
 

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